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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

**********

Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


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O ponto

30.01.17 | Rosa Silva ("Azoriana")

Queria eu saber ponto da partida
Para conhecer o fim desta viagem
Que ainda não enxerga a paragem
Enquanto me surgir qualquer saída.

Queria eu sonhar a tese cumprida
Fazer balanço da minha rodagem
Que vestiu a escrita em personagem
Sem saber até quando é investida.

Prefiro nem saber o que é feito
Do gosto em direto para o mundo
Num texto que se lê verbo fecundo.

Prefiro então rimar em verso estreito
Num ano que ainda mal começou
E já alguns escritos me ancorou.

Rosa Silva ("Azoriana")

A propósito do vídeo de Ivo Silva sobre a Procissão da Senhora dos Milagres 2016

30.01.17 | Rosa Silva ("Azoriana")

Sim! Estive na Procissão
Dos Milagres, da Serreta,
E também na Comissão
Primeira vez na faceta.

Ano dois mil e dezasseis
Dez anos de Santuário
Porque em dois mil e seis
Maio foi extraordinário.

Dois homens, duas mulheres,
Sem parentesco algum,
Fizeram os seus deveres
Numa alegria incomum.

Fui feliz por ser chamada
À freguesia da Mãe
Que pelo mundo é amada
Como a Festa que Ela tem.

Desejo felicidades
A quem se seguirá
Que se unam amizades
Tanto de cá como de lá.

Viva a nossa Serreta
Que é o pulmão da ilha
Na Ponta a silhueta
De uma ave maravilha.

Venham com devoção
Depôr no Jardim da Senhora
O perfume da oração
Que a Paróquia comemora.

Cento e dez de existência
Da paróquia serretense
A divina Providência
A nova Festa pertence.

Seja a Senhora louvada
Entre cânticos e hinos
Tenha uma placa lembrada
No lado que tem os sinos.

A ideia que ora dei
Foi me ditada d'além
Como se fosse uma lei
Fundada por minha mãe.

Matilde Rosa Cota Correia
Foi uma mártir devota
Que teve uma vida cheia
Do Amor que não se esgota.

E Rosa eu também sou
Nome da flor que ela tem
Humberta também ficou
Com o Amor da nossa mãe.

Rosa Silva ("Azoriana")

A propósito do vídeo de Ivo Silva sobre a Procissão da Senhora dos Milagres 2016

29.01.17 | Rosa Silva ("Azoriana")

Sim! Estive na Procissão
Dos Milagres, da Serreta,
E também na Comissão
Primeira vez na faceta.

Ano dois mil e dezasseis
Dez anos de Santuário
Porque em dois mil e seis
Maio foi extraordinário.

Dois homens, duas mulheres,
Sem parentesco algum,
Fizeram os seus deveres
Numa alegria incomum.

Fui feliz por ser chamada
À freguesia da Mãe
Que pelo mundo é amada
Como a Festa que Ela tem.

Desejo felicidades
A quem se seguirá
Que se unam amizades
Tanto de cá como de lá.

Viva a nossa Serreta
Que é o pulmão da ilha
Na Ponta a silhueta
De uma ave maravilha.

Venham com devoção
Depôr no Jardim da Senhora
O perfume da oração
Que a Paróquia comemora.

Cento e dez de existência
Da paróquia serretense
A divina Providência
A nova Festa pertence.

Seja a Senhora louvada
Entre cânticos e hinos
Tenha uma placa lembrada
No lado que tem os sinos.

A ideia que ora dei
Foi me ditada d'além
Como se fosse uma lei
Fundada por minha mãe.

Matilde Rosa Cota Correia
Foi uma mártir devota
Que teve uma vida cheia
Do Amor que não se esgota.

E Rosa eu também sou
Nome da flor que ela tem
Humberta também ficou
Com o Amor da nossa mãe.

Rosa Silva ("Azoriana")

A flor

26.01.17 | Rosa Silva ("Azoriana")

Do caule tiro o espinho
Deixo abrir seu botão
Numa pétala de carinho
Que perfuma minha mão.

Do perfume adivinho
A ternura da visão
Que me abre o caminho
Canteiro do coração.

Minha mãe o nome deu
Como o que tinha no seu
Que raramente dizia.

Realçou então em mim
A flor viva do jardim
Na peta que foi meu dia.

Rosa Silva ("Azoriana")

Luís Carlos Ferreira. RIP

24.01.17 | Rosa Silva ("Azoriana")

LUÍS CARLOS FERREIRA:

"Ó pai quem nunca nascesse
P’ra uma terra partida,
Talvez que nunca sofresse
Na curta estrada da vida.

(...)"

 

Esta uma das quadras cantadas entre pai e filho. Um filho que atingiu a meta da estrada da vida. A verdade é que as suas cantigas ficam vivas na memória coletiva. É mais um cantador a cantar na glória de outra dimensão. É mais uma saudade a trilhar o caminho dos que o conheciam e apreciavam a refinada cantiga.

 

Foi filho de cantador
E cantador também foi
Lembro bem deste senhor
E o coração me dói.

Cantou-me uns versos à mesa
Numa noite de jantar
Ouvi a flor da gentileza
Que me queria plantar.

Um cantador asseado
Que tivemos à nossa beira
Seja sempre homenageado
O Luís Carlos Ferreira.

Que se guarde a lição
De amor à cantoria
E pla nossa Região
Se relembre o que fazia.

2017/01/24
O dia seguinte ao seu falecimento. Paz à sua alma

Rosa Silva ("Azoriana")

O Bravo

22.01.17 | Rosa Silva ("Azoriana")

Veste a capa da bravura
Pra fintar nobre moldura
Que se faz de garra tanta.
Altiva a sua figura
No mato que o segura
Com o verde como manta.

O Bravo é terceirense,
Toda a ilha lhe pertence
No Verão que o encanta;
Na moldura da hortense
É na beleza que vence
A tapada que o espanta.

Ó meu Bravo, sempre bravo,
Tens no mato o pousio,
Teu ferro é um desafio
Que figura como um cravo.


Rosa Silva ("Azoriana")

Recordações: Fogo nas canelas (para Karaoke)

19.01.17 | Rosa Silva ("Azoriana")

Letra de: Rosa Silva “Azoriana
Melodia: “Pezinho da Vila
Para: Noite de Karaoke

I
Começo por vos saudar
P’ra logo a seguir cantar
C’uma boa afinação
Mas se a moda fizer mossa
Levem tudo isto na troça
Não quero levar baldão.
II
Pensei em quadras picantes
Coisas boas delirantes
Para aqui vos oferecer
Faltou trazer malagueta
E também uma “barreta”
P’ra depois desaparecer.
III
Isto de cantar à noite
Pode haver algum açoite
E eu me largar a fugir
Pega o fogo nas canelas
E depois de algumas velas
Já ninguém me quer ouvir.
IV
Esta gente de agora
Há muito que não decora
Uma velha à moda antiga
Meu avô tinha razão
Quando subia o alçapão
Para ver uma rapariga.
V
Nas calças tanto derriça
Até lhe aperta a linguiça
Que tinha dependurada
E de tanto a esfregar
Depressa sentiu chegar
Minha avó entusiasmada.
VI
Vinha de cara tapada
Com a boca toda inchada
De lamber um tal gelado
Meu avô quando a viu
Deu-lhe logo um arrepio
Ficou o caldo derramado.
VII
E agora p’ra meu descanso
Vou ver se fico manso
Depois desta cantoria
Feliz ficou meu avô
De certeza qu’escaldou
A linguiça naquele dia.
Fim

À ilha de São Miguel e à minha

17.01.17 | Rosa Silva ("Azoriana")

S. Miguel e Terceira

Retalhos de mente benta,
Pululando vai pelos ares
Tais belezas insulares,
P'ra nossa ficar atenta.

Da Ilha de São Miguel
Que de verde é tão linda
À vista de nós infinda
Das nove tem mais pincel.

Das nove ilhas dos Açores
São Miguel é a "matriz"
Insular é a raiz.


A minha tem outras cores
De tanta Festa que faz:
Terceira ilha lilás!


Rosa Silva ("Azoriana")

P.S. A propósito do poema de Maria Isabel da Câmara Quental publicado no blogue "De propósito", de Manuel - Fazendas de Almeirim, Santarém, Ribatejo, Portugal.

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