13.01.17 | Rosa Silva ("Azoriana")
Visto-me da ode ao amanhecer Envolta em mil pedaços de terna bruma Esqueço dos meus sonhos que, em suma, Dariam para o verso acontecer. Volteio na onda do entardecer Laboro como nada ou coisa alguma Me dou inteira e a tese esfuma À volta do que está por suceder. Apanho o sal do pranto ineficaz Da onda que braceja como lume No peito que ainda arde em ciúme. E assim, solenemente, corre a paz Da ode que não fiz, nem sei fazer, Em tanto do que fica por dizer! Rosa Silva ("Azoriana")
13.01.17 | Rosa Silva ("Azoriana")
Esta vida que vos deixo, Não tem volta, não senhor, Se por vezes eu me queixo Por outras lhe dou valor. Esta vida que vos deixo Façam por lhe dar amor Se a deixarem ao desleixo Perderá todo o sabor. Esta vida que vos lego E à qual tanto me apego Por ser luta e ousadia… Para vós será prazer, Se lida será o lazer Do vulcão que me explodia. 2017/01/13 Sexta-feira Angra do Heroísmo Rosa Silva (“Azoriana”)
13.01.17 | Rosa Silva ("Azoriana")
Confrades da Poesia Janela aberta ao mundo lusófonoBoletim nr 81 - Jan. / Fevereiro 2017 Ecos Poéticos Página 22 Título: A Pinhal Dias e seus Confrades - 2017 Autoria: Rosa Silva ("Azoriana")
Só de olhar... Só de olhar já te conheço Minha letra inspirada; Se a leres agradeço Por tua voz declamada. Pensa bem desde o começo Para que não forces nada, Se a leres, se adormeço, É porque foi mal amada. Dá de ti o que é de meu, Na toada da altura No credo pela cultura... Alma minha açoriana Que canta na letra hosana Ao que a mãe dá com doçura. 2017/01/13 Sexta-feira Angra do Heroísmo Rosa Silva ("Azoriana")