Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

**********

Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


**********

31/08/1907 - 31/08/2017: 110 Anos da Paróquia da Serreta

31.08.17 | Rosa Silva ("Azoriana")

Paróquia da Serreta

Completam-se cento e dez anos da Paróquia serretense de Nossa Senhora dos Milagres. "O novo templo, que subsiste, foi inaugurado em 31 de Agosto de 1907", segundo a fonte Wikipédia, no capítulo de "A evolução da freguesia". Noutro capítulo "A construção da igreja e a elevação a freguesia" menciona-se o facto:

"A igreja cedo se mostrou pequena para albergar os devotos de Nossa Senhora dos Milagres e poucas décadas depois da sua abertura ao culto, já se pensava na construção de uma nova e mais ampla. Esta necessidade foi tornada mais aguda quando, com efeitos a 1 de Janeiro de 1862, o até então curato da Serreta foi elevado à dignidade de paróquia independente por decisão de D. frei Estêvão de Jesus Maria, precedida de decreto real.

Reunidos os apoios necessários, o lançamento da primeira pedra da novo igreja, construída do lado oposto da estrada em relação à existente, foi feito em solenidade realizada a 29 de Abril de 1895. Presidiu ao acto, que foi largamente concorrido, o bispo D. Francisco José Ribeiro Vieira e Brito.

A sua construção foi demorada, com as obras a sofrer interrupção por falta de recursos. Apenas decorridos doze anos a obra ficou em condições de ser aberta ao culto. A cerimónia da bênção decorreu a 31 de Agosto de 1907, num sábado, em ambiente de grande festa. Era pároco da freguesia o padre José Leal da Silva Furtado, que ali serviu entre 3 de Setembro de 1906 e 28 de Dezembro de 1925.

O novo templo, que ainda hoje existe, é de traça airosa, com 19 m de altura no frontispício até à base da cruz e 10,75 m de largura. A torre sineira única tem 23 metros de altura. O interior é de uma só nave, com 19,80 m por 9,60 m. Na abside, para além da imagem da padroeira, tem sobre o sacrário um valioso Cristo de marfim indo-português do século XVII, com dimensões fora do comum. No corpo tem dois altares, um de cada lado".

Nota bem: A 4 de Dezembro de 1873 foi fundada sob a denominação de Filarmónica Serretense Social de Instrução e Recreio uma agremiação filarmónica que é hoje a mais antiga da ilha Terceira. A designação passou a ser Filarmónica de Recreio Serretense por estatutos datados de 28 de Setembro de 1932 e aprovados por alvará do Governo Civil de Angra do Heroísmo datado de 31 de Agosto de 1935."

Completa hoje, 31/08/2017, oitenta e dois anos sobre a aprovação do alvará para o nome oficial da Filarmónica da Serreta.

Fonte: Serreta na Wikipédia.

Templo festivo

Campanário de bagacina,
Branca pomes serretense,
Abunda em verde colina
E grande altar terceirense.

Belo solar se destina
À Mãe que em tanta fé vence
Honrando a nobre doutrina
Que de cedo lhe pertence.

Templo da Mãe milagrosa
Virgem Santa padroeira
De romeiros desejosa.

Somos flores nos caminhos
Da risonha ilha Terceira
Festiva de mais carinhos.

Rosa Silva ("Azoriana")

Nem todas as Cantorias

19.08.17 | Rosa Silva ("Azoriana")

Nem todas as cantorias
Têm palco de sucesso
Por vezes e nalguns dias
Eu também ao lar regresso
E canto minhas alegrias
P'la via que tenho acesso.

Eu gostava de brilhar
Ao lado de cantadores
Com viola a chamar
O violão, entre senhores,
E os versos a enfeitar
As cantigas como flores.

A cantar não fui tão forte
Para encantar a plateia
Também é questão de sorte
Vermos uma casa cheia
E gente do sul ou norte
Cujo o cantar nos ateia.

Então mesmo sem cantar
Da maneira que eu sonhava
Deixo os versos a voar
A quem os lê ou mesmo grava
Na escrita o verbo amar
Com tudo se conjugava.

Rosa Silva ("Azoriana")

O que dirás de mim?!

14.08.17 | Rosa Silva ("Azoriana")

Às vezes dou comigo a estranhar
Não ter dos ilustres a visão
É como ficar só na escuridão
Ouvir as ondas e não ver o mar.

Às vezes sinto a falta do estalar
Dos dez dedos juntos de cada mão
Como se fossem musa de um refrão
Que teima em não se fazer escutar.

E fico à espreita do que não vem
Do soluço da alma que às vezes tem
O timbre da melodia de um coro frio.

É como escrever fracas linhas de vida
E não saber o que será na despedida
O comentário, o final sem desafio.

Rosa Silva ("Azoriana")

Perfume da palavra

13.08.17 | Rosa Silva ("Azoriana")

A arte de escrever,
Meus amigos podem crer,
Não é algo incomum.
No entanto, se há empenho,
Adequa-se ao desenho
Da alma de cada um.

Quem gostar do que escreve,
Mesmo que seja ao de leve,
É meio caminho tido
P'ra se dar sem receber,
Numa oferta que é de ler,
Tudo o que tem produzido.

Se comunga inspiração,
E abraça a ocasião,
Nascem odes encantadas:
Basta ser o que se é,
Deixar voar sua fé,
Nas linhas que são criadas.

Pode ser mais popular,
Erudito ou singular,
Autenticidade pura;
Quem escreve o bem que sente,
Se pensado ou num repente,
Faz-se em alma da cultura.

Há mensagem que encima,
Ou serve a chave da rima,
Toada que vem no fim...
Por mim gosto de escutar
O que o coração ditar
Na hora que sai de mim.

Urge agora vos dizer
Que não vale acontecer
A frontal comparação:
Nem é bom, nem é ruim...
Nem as flores de um jardim
Tem exata floração.

Dizer mais até me atrevo,
E digo mais do que devo,
Porque o dever me assiste:
Quem brotar da sua lavra
O perfume da palavra
Certamente que ela persiste.

A palavra auspiciosa
Tem o perfume de rosa
No peito da escritura;
Regue essa palavra então
Com a fonte de inspiração
No corpo da assinatura.

Rosa Silva ("Azoriana")

P. S. O título só veio após as oito sextilhas.

Ofícios de menina

13.08.17 | Rosa Silva ("Azoriana")

Quando ainda era menina
Tive ofícios de rapaz;
Se fazê-los fui capaz
Tive a "escola" que ensina.

Ofícios de pequenina
Por vezes nem satisfaz;
Sem guerra, fui pela paz:
Mangual, enxada... E atina!

Rosa Silva, flor silvestre...
Sem dedos vi o meu mestre:
O meu pai que Deus o tenha!

Fui menina obediente,
Fazia tudo somente
Por respeito, outrora senha.

Rosa Silva ("Azoriana")

Santa Maria (Senhora, ilha e Mãe)

12.08.17 | Rosa Silva ("Azoriana")

Santa Maria, Senhora,
Ilha de ventura e graça,
E d'outra onde se faça
Louvor como faço agora.

Santa Maria, aurora,
Na imagem que se abraça,
No altar ou numa Praça,
Na medalha que se adora.

Santa Maria no desespero,
É que dá o são tempero
O amor e bom exemplo.

Santa Maria é a Mãe
Que ama os filhos que tem
E a visitam no Templo

Rosa Silva ("Azoriana")

Da ilha que amo

12.08.17 | Rosa Silva ("Azoriana")

Abro a alma à amizade
Porque a amizade é bela
Quando com sinceridade
Nos aproximamos dela.

Abro a mão à liberdade
E aceno à nova janela
Que me dá força e vontade
De escrever na nobre tela.

A escrita só faz bem
E faz partilhar também
Sentires de cousa alguma.

É solar pró meu viver
O que 'inda posso escrever
Da ilha que amo em suma.

Rosa Silva ("Azoriana")

A GRATIDÃO

10.08.17 | Rosa Silva ("Azoriana")

Sou grata. Estou grata. Pequenas coisas são maiores que o mundo. Há momentos pelos quais passamos que nos dão um sorriso e um rejuvenescimento ao rosto e nos fazem voltar a sentir a idade da ideologia e dos sonhos: neste caso um sonho de outrem realizado.

A gratidão anda de braço dado com a alegria e o entusiasmo. Foi esse entusiasmo que senti e vi partilhar durante poucas horas da segunda quarta-feira (dia 9), do mês de agosto, integrado na programação das Festas da Praia 2017: O lançamento do livro do novo autor, escritor e poeta, Fernando Mendonça, residente no Juncal, freguesia de Santa Cruz da Praia da Vitória.

Sei de cor o que sente quem se vê nestas andanças de aparecimento público, mesmo que a nível restrito e no Salão Nobre da Câmara Municipal da Praia da Vitória, mas com uma abrangência mundial, se formos a ver pela divulgação próxima futura.

Nada será como dantes para o autor que, sem sombra de dúvida, estava feliz e com energia redobrada para o que advier.

Graças a Deus estava lá a sua família e, em vida, presenciou o grande momento que emocionou os corações e os olhares.

10/08/2017. A apresentadora do livro "Pedaços de mim que aqui recordo", de Fernando Mendonça.

Rosa Silva ("Azoriana")

09082017 Fernando Mendonça

 

"Pedaços de mim que aqui recordo...", livro de Fernando Mendonça

09.08.17 | Rosa Silva ("Azoriana")

Data do lançamento do livro

Livro de Fernando Mendonça

Festas da Praia 2017
Lançamento do livro de Fernando Mendonça,
dia 9 de agosto, quarta-feira, pelas 19 horas,
nos Paços do Concelho da Praia da Vitória.

Quando vemos um amigo
Obter uma felicidade...
Fiquem certos do que digo:
Ficamos felizes de verdade!

19:00, a 9 de agosto,
Nos Paços do Concelho,
Da Praia que dá um gosto
Junto com o bom conselho.

Eleva mais um Poeta,
Que é da Praia da Vitória;
Atingiu nobre meta
Que fica na sua história.

Louvo a Câmara sem demora
E o Mendonça, Fernando.
Mais feliz a partir de agora
Vê real o que vinha sonhando.

Lá estarei ao seu lado
Com a mesma euforia,
Já estive no mesmo estado
De completa alegria.

A escrita é mesmo assim
Em livro fica guardada;
E de "Pedaços de mim"...
Sou uma madrinha babada.

Rosa Silva ("Azoriana")

Nota: Artigo relacionado na hiperligação.

História verdadeira

09.08.17 | Rosa Silva ("Azoriana")

Convém vos revelar
O que me aconteceu:
Em papel a rimar
A escrita se rompeu.

Para vos ser sincera
Não escrevo no papel;
A tecla é que me espera
Seu toque é como mel.

Caneta não desliza
Com maior rapidez
Para quem improvisa
A tecla é que se fez.

Parece que cantando
A rima sai direta,
A minha é teclando
Como do arco a seta.

Bem bom que assim é,
Se não fosse assim,
Jamais viria de pé
O que saiu de mim.

O teclado é meu forte,
A fonte de escrituras,
Com ele tive sorte
Não me deu desventuras.

Sei as letras de cor
E a sua posição;
Assim é bem melhor
Tive boa lição.

O ano que repeti
A História no liceu
Teclado eu aprendi
E o futuro me deu.

A história que vos conto
Creiam que é verdadeira
Escrevo ponto por ponto
Sem usar lapiseira.

Teclado é dia-a-dia
Constante e preciso,
Com ele a alegria
Mais o dom de improviso.

Rosa Silva ("Azoriana")

Pág. 1/2