29.09.20 | Rosa Silva ("Azoriana")
Às coisas já não me prendo, Como prende a juventude, Na idade que vou tendo Já me basta ter saúde! Glosa Quão bela é a natureza, Seus beijos vou recebendo, Mas quando há safadezaÀs coisas já não me prendo. Quão belo foi eu nascer Com beijos de plenitude... E depois me fui "prender"Como prende a juventude. Libertei meu coração Porque a ele não me vendo; Bem-querer é a funçãoNa idade que vou tendo. Portanto dou o conselho A quem se agarra amiúde... Ao olhar o meu espelho:Já me basta ter saúde! Rosa Silva ("Azoriana")
29.09.20 | Rosa Silva ("Azoriana")
À terra é que vou descer No lugar onde se cabe Eu não sei nem vou saber A hora que ninguém sabe. Glosa Que eu deixe a desavença Que me pode acometer Não mudo qualquer sentençaÀ terra é que vou descer. Por muito que a gente faça Por muito que a gente gabe Há de vir alguma traçaNo lugar onde se cabe. Que se deixe a ilusão Da vida nunca perder... É nosso destino então?!Eu não sei nem vou saber. Meu amparo é o perdão Que eu nele me desabe... Que adianta ter à mãoA hora que ninguém sabe. Rosa Silva ("Azoriana")
29.09.20 | Rosa Silva ("Azoriana")
Caro professor, doutor, amigo! Saúdo com alegria Pela linda Antologia E pelo bem que lhe fez! É deveras promissor O empenho do senhor E louvo mais uma vez. Digo que não o li todo Mas vou ler, sem ser a rodo, Para bem apreciar; Quatrocentos escritores, Nativos nestes Açores, Que me vão deliciar. Lembro que me alertaram Outrora então chamaram Por email minha atenção: Fiquei deveras feliz Com o livro que bem quis Pertinho do coração. Serreta na intimidade Atraiu sua amizade Na leitura ideal. Dando voz a um poema Abriu a vida ao tema Do Outono triunfal. Na mesa de cabeceira Ou qualquer lugar à beira Fico a olhar de encanto; Quero que fique a saber Que enquanto eu viver O louvo por tudo e tanto. Remato na derradeira Sextilha "made in" Terceira Tão apressada e sem pausa... Vai direta e assim se faz A Olegário Paz A nobreza de uma causa. Abraço de Rosa Silva ("Azoriana")