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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


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Não há medo: olh'ó toiro!

30.11.20 | Rosa Silva ("Azoriana")

Autor Fernando Pavão

Imagem da autoria de Fernando Pavão

Em ação: Marco Costa

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Não há medo: olh'ó toiro!

Ó que bela imagem esta
De cavaleiro e coragem
Pode não haver a festa
Mas há mato e rodagem.

Marco Costa é valente
E ama aquilo que faz;
Pró toiro é sorridente
E na sorte é capaz.

Pode mostrar timidez
No seu lar habitual
Só se vê a altivez
Com o toiro não há mal.

Louvo assim este rapaz
Que vejo na sua ação
Seja sempre eficaz
E à vida dê atenção.

Rosa Silva ("Azoriana")

Padroeiros

29.11.20 | Rosa Silva ("Azoriana")

Dos músicos Santa Cecília,
Dos animais Santo Antão,
E a Sagrada Família
É de todos que aqui estão.

Dos estudantes Catarina,
Dos olhos Santa Luzia,
Do câncer Santa Paulina,
São Justino da filosofia.

São Lucas é dos doutores,
São Marcos dos vidraceiros,
João Crisóstomo locutores,
São Mateus é dos banqueiros.

São Pedro é do porteiro
E também do pescador,
Santo António casamenteiro
E dos perdidos achador.

Joana D'Arc dos soldados,
Santa Bárbara dos trovões,
Francisca dos emigrados,
Teresinha d'Ávila dos corações.

Das floristas Santa Rosa,
Donas de casa Santa Marta,
E Santa Rita, bondosa,
Do impossível aparta.

Santa Inês é das meninas
Na sua adolescência,
E de outras (vê se atinas?)
Madalena com clemência.

Dos taxistas São Cristóvão,
Prás tentações há São Bento,
E a Senhora da Conceição
Táxis, bombeiros o alento.

Há mais santos e santas
Todos a zelar por nós,
Entre tantos e tantas
Há Sant'Ana das avós.

Num dia reza ao teu
Se souberes bem quem é;
A São Carlos Borromeu
E na dúvida a São Tomé.

Rosa Silva ("Azoriana")

Cumprimentos atuais

29.11.20 | Rosa Silva ("Azoriana")

Eis um abraço conciso
Virtual como se diz
No braço do improviso
Aquele que sempre fiz.

Um abraço falta faz
Temos falta de abraçar
Então seria eficaz
Fazer dele um "avatar".

Está na moda, portanto,
De tudo haver imagem,
Um abraço já foi tanto
E agora é uma miragem.

Davam-se beijos na boca,
Outros na cara rosada,
Agora a coisa é pouca...
Só se dá "cotovelada".

Rosa Silva ("Azoriana")

P.S. A propósito de um artigo de Jonasnuts

Inspiração das violetas...

15.11.20 | Rosa Silva ("Azoriana")

Dizem que as rosas são belas
Em muitas ocasiões;
Violetas são aquelas
Que nos dão inspirações.

As cores são todas elas,
Paleta de corações,
De nervuras ou singelas,
Dos poetas orações.

Dando atenção às escolhas
Vai-se catando as folhas
Sem dar tormento à raiz.

Nova luz então virá
Graça da boa dará
Ao verso de tom feliz.

Rosa Silva ("Azoriana")

A árvore do meu quintal (final de 2020)

08.11.20 | Rosa Silva ("Azoriana")

fase 1

Uma roseira a florescer
Na terra que foi plantada
Vai e volta a renascer
Mais vale pouco que nada.

fase 2

Não importa o quanto cresce
Nem sequer quantas dará;
Só o que cai é que desce
E se cair renascerá.

fase 3

De dia para dia a encher
De camélias dizem sim
Rosas de Japão a crescer
Embelezando meu jardim.

14/11/2020

fase 4

Tudo o que nasce morre
Tudo o que se levanta cai
Só a aragem é que corre
E não se vê para onde vai.

29/11/2020

fase 5

E até o pedregulho
Tem bonita inspiração
Será que vai dar tafulho
À presença deste "cão"?!

Rosa Silva ("Azoriana")

De repente

01.11.20 | Rosa Silva ("Azoriana")

Deu-me uma saudade
Dos meus filhos pequenos
Retalhos de uma idade
Bordada de acenos.

Acenavam à alegria
De pedir Pão-por-Deus
Que de retalhos enchia
A magia dos seus.

Guloseimas de ternura
Corriam na mesa inteira
Quando finda a cultura
De alegria quanta queira.

Hoje vivo da lembrança
Tão perto dos filhos meus
E sempre na esperança
De terem bom Pão-por-Deus.

Pão-por-Deus é de lembrar
Que há partilha do Amor
Todos-os-Santos honrar
E também o Salvador.

Queria tê-los ao colo
[Na certa não tenho mais]
Brincando e rindo no solo
...como os queria iguais!

Rosa Silva ("Azoriana")