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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


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Festa diferente

22.08.21 | Rosa Silva ("Azoriana")

Tomei conhecimento
Que, de novo, o evento,
Não terá a Procissão...
Não há arcos e tapetes
Muita gente, nem foguetes
Apenas a transmissão.

Não sei se a segunda-feira
Que dá folga à Terceira
É para ser venerada;
Sei que é de devoção
Mais que uma tradição
Ela ser ao Povo dada.

Senhora Mãe da Serreta,
Do mundo, nosso planeta,
Que vive atormentado...
Há que pedir e orar
Para Ela nos ajudar
E a quem está adoentado.

Mãe dos Homens e do Amor,
Mãe do Filho Salvador
Que reina em viva Luz:
Traz a cura à sociedade,
Tira o mal da humanidade...
Pede por nós a Jesus!

Rosa Silva ("Azoriana")

Cravos de amor

21.08.21 | Rosa Silva ("Azoriana")

São cravos feitos de renda
Era eu ainda solteira
E não tiveram emenda
Pela vizinha "parteira".

Num cristal na prateleira
Que seu valor se entenda
Guardei-os a vida inteira
Para mim mais linda prenda.

Foi a senhora Palmira
Das catorze, se dizia,
Que croché assim fazia.

Ensinou-me, não admira;
Quão feliz me deu a sorte...
Que a Mãe do Céu a conforte.

Rosa Silva ("Azoriana")

P. S. Informação fornecida pelo neto Victor Teixeira: Palmira de Jesus Sousa nasceu a 29 de novembro de 1911 e faleceu em janeiro de 1995.

Lágrimas secas

19.08.21 | Rosa Silva ("Azoriana")

Sou cálice da amargura
Nem a rima me consola
A lágrima quase descola
No declínio da ternura.

Sou vaso de planta obscura
Um campo verde sem bola
Uma corda sem viola
Corpo sem temperatura.

Tingo-me de paciência
Colho tanta reticência
À espera de me entender.

Não faço ainda a fugida,
Não rasgo o pano da vida
Para alguém o estender..

Rosa Silva ("Azoriana")

Relíquia da manhã

17.08.21 | Rosa Silva ("Azoriana")

Já não sou o que já fui
Mas fica a recordação;
O meu verso ainda flui
P'ra me dar consolação.

Que se viva o que for
O que resta amiúde
Que haja paz e amor
O resto haja saúde.

Tudo é fácil em palavra
Resta mesmo é usufruir
Cada quadra que se lavra
Tem a estante do porvir.

Não escrevo o que escrevia
Na conjuntura atual
Vou vivendo o dia-a-dia
Nada mais será igual.

Estive no paraíso
Voltei ao meu escritório
Faço tudo o que é preciso
Com mais dor no purgatório.

A quem agora me lê
E me vê pelos caminhos...
Nem tentem saber porquê
Porque os pés veem sozinhos.

Sozinhos e com Maria
E seu Filho muito amado;
Quando faço a travessia
Ouço o sino afinado.

Sou avessa ao ruído
Porque fere todo o ser
Principalmente o ouvido
Muito mais possa reter.

Nesta hora matinal
De um agosto presente;
Perto o ano do final
Que se viva mais contente.

Para em dezena acabar
De quadras todas a eito
Dizem que é bom em par
Para não causar defeito.

Rosa Silva ("Azoriana")

Aida & família

07.08.21 | Rosa Silva ("Azoriana")

I. Aida

Pareces uma rainha
E uma flor natural
Não é só ideia minha
Creio ser universal.

Se vontade eu já tinha
De ser avó maternal
Agora se adivinha
Que a vontade é brutal.

Ver-te, assim, lindo presente,
À luz do omnipotente,
É criar expetativa.

Toda a natureza canta,
O refrão que nos encanta,
E encanta nova vida!

II. Amores

Eis o quadro principal,
Fruto de cumplicidade,
De amor, que na verdade,
É a raiz do casal.

No ventre, em especial,
Há amor que sempre há de
Ser ponte de igualdade
No coração ideal.

Felizes sejam os três
Porque a Matilde já fez
Emoção à flor da pele.

Venha ela, a vossa filha,
Que na floresta da ilha,
Já formou nobre papel.

III. Aida & família

Aida de rosas c'roada,
Em jogo de maravilha,
À natura igualada,
No oitavo mês da filha.

Por Deus seja amparada,
Na beleza da partilha,
Seja leve a alvorada,
Da alva cor que já brilha.

Eu rimo a toda a hora,
E me liberto agora,
Nos versos sempre a fio...

À Aida e nossa Matilde,
No ventre ainda humilde,
Louvo a foto que me riu.

Rosa Silva ("Azoriana")

A Serreta é...

04.08.21 | Rosa Silva ("Azoriana")

A Serreta é minha mãe
E dos poucos que já tem
A viver no seu regaço
Cada um tem sua história
Com os lírios de glória
E as flores de um abraço.

Tenho uma amiga Maria...
Esteves, que está sozinha
E tinha uma casa cheia.
Agora nos vemos mais
Nestas redes sociais
Que a amizade ateia.

Quando visitar Maria
A Virgem da Romaria
Por estar aí tão perto
Baixinho diga que amo
E por Ela sempre chamo
Com um sorriso aberto.

A rosa mais perfumada
Seja no altar içada
Como a Bandeira no adro.
Julgo que mais uma vez
Sua Festa no seu mês
Será de novo um quadro.

Não há mão na pandemia
Há gente em demasia
À mistura no planeta.
Os milagres podem vir
Se os Homens no porvir
Rezarem mais na Serreta.

Rosa Silva ("Azoriana")