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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


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E[terna] sonhadora

22.10.22 | Rosa Silva ("Azoriana")

No seio do meu viver,
Tão pouco calmo e sereno,
De ponto e laço pequeno,
Que é tão fácil tecer.

Vivo do que sei fazer,
Rima em retalho terreno,
Com o verso com que aceno,
A quem dele quer saber.

Levo a rima ancorada,
Ao sonho de ser amada
Sem inspiração [às vezes].

Sou e[terna] sonhadora,
Enquanto for escritora...
Por ti... já fui noutros meses.

Rosa Silva ("Azoriana")

A natureza está muito zangada...

17.10.22 | Rosa Silva ("Azoriana")

De repente, uma chuvada, ventania e foram vidros partidos, toldos tombados, um desassossego medroso... Enfim, desta vez, sem aviso que se visse, veio uma espécie de fenómeno de uma natureza zangada como é de esperar nestas ilhas de oásis, e logo depois, uma intempérie. Vamos cuidar do que está à nossa conta para não lesar muito o património pessoal e público.

No vento ninguém manda,
Nem na chuva, nem maleitas,
De repente tudo desanda,
E as ruas são estreitas.

Há quem pense na cautela
Caldinhos e água fria,
Mas se fores à janela,
Está rigoroso o dia.

Protege o mais que puderes
Da casa e das redondezas,
Pois se isso não fizeres
Vais temer as malinesas.

Natureza está zangada,
Com uns certos safanões
E agora em pouco ou nada,
Mais pareciam furacões.

Rosa Silva ("Azoriana")

Nota: Ai, a telha... aguenta-te sempre!

Vaso de palavras ocultas

13.10.22 | Rosa Silva ("Azoriana")

Penso e não me ressoa
A ideia de publicar
Uma vaga do meu mar
Triste em vã pessoa.

Penso e nunca me soa
A palavra de te amar
Nem sequer de odiar
Uma onda que magoa.

A onda de ser feliz
É criada de raiz
Com a brisa a crescer...

Hoje peco por fugir
À musa que deixo de ouvir
Com tanto por me dizer.

Rosa Silva ("Azoriana")

Nota: A ouvir melodias lindas de outras eras. "Foi Deus.." na versão com mais ritmo... " ai... e deu-me" esta rima a mim...

A Chuva...

06.10.22 | Rosa Silva ("Azoriana")

A chuva canta e embala
A natureza que fala
Sem disso nos darmos conta;
É precioso o que temos
E que, por vezes, nem vemos,
Mas a chuva nos aponta.

Ó chuva de refrescar
A ilha para acalmar
Os calores intensivos.
De repente, surge em gotas,
As águas que estão rotas
Sinal de que estamos vivos.

Viva o nosso povo ilhéu
Que vê a cair do céu
A vida p'rás suas terras;
Tudo muda, é verdade,
Mas chuva em quantidade,
Enche o mar e não as serras.

Amália, se cá estivesse,
Num dia que até parece,
Brotar lágrimas sentidas,
Cantaria ao tom da Chuva
Como canta o bago de uva
Nas vinhas adormecidas.

Rosa Silva ("Azoriana")

A Chuva (Fado de Amália)

Ainda há Caridade?!

02.10.22 | Rosa Silva ("Azoriana")

Eu lembro de outras eras
Do tempo que já lá vai
Lembro de outras quimeras
Isto da mente não sai.

Lembro mais das primaveras
Do que agora me atrai...
A Caridade é deveras
Aquela que mais se esvai.

Tudo se quer por dinheiro
Mesmo que pouco se faça
Já não há nada de graça.

Mas o Amor verdadeiro
Aquele que mais engraço...
Tem o valor do abraço.

Rosa Silva ("Azoriana")