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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


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Na verdade...

28.04.23 | Rosa Silva ("Azoriana")



"RESSUSCITEI" SEM SABER PORQUE "MORRI"

No barco de proa erguida
Venho cedo navegando
Indo à popa vez em quando
Se pla onda perseguida.

Tem vezes que vou caída
Prostrada no meu desmando
Na viagem soluçando
À procura de saída.

Eis que o sol surge então
Pra tingir de animação
A face da palidez...

E num gozo de alegria
Rompo mais um novo dia
Como quem nasce outra vez.

Rosa Silva ("Azoriana")

Oferta viva da natureza

28.04.23 | Rosa Silva ("Azoriana")



A primeira vez de todas
Que descobri nova cor
Nos retalhos de uma flor
Que alegra tantas bodas.

E a forma é cordial
Até nisso reparo eu
Para alegrar o quintal
Que nem ainda é meu.

Nada é nosso neste mundo
Nem se pode enfatizar
Vale apenas ser fecundo
Na cousa de germinar.

Oferta da natureza
Sendo viva, bem decora,
Vale p'la sua beleza
E plo bem que tenho agora.

Rosa Silva ("Azoriana")

Só por gosto, sem compromisso: Angra, a Fénix vigorosa do Atlântico

26.04.23 | Rosa Silva ("Azoriana")

Coro
Oh! Angra engalanada
Toda aprumada
No seu voar
Vigorosa do Atlântico
De ar romântico
A cirandar.
Oh! Angra ave de fogo
Entra no jogo
De renascer
Eleva o teu balão
Pra São João
Te agradecer.
1
Minha Angra está tão feliz
E não para de cantar
Já sabe o que se diz
Nas ruas todas do mar.
E dança toda amorosa
Dando a mão ao par de brilho
Sente que é vigorosa
Do balão larga o atilho.
2
Nos braços do mar sereno
Envolta em cauda de luz
Nota que não é pequeno
O arraial que a conduz
E dança toda amorosa
Dando a mão ao par de brilho
Se sente mais vigorosa
Do balão larga o atilho.
3
Ao Porto das Pipas vai
De saia tule e xadrez
Por São João não distrai
De cantar ainda outra vez
E dança toda amorosa
Dando a mão ao par de brilho
Se sente mais vigorosa
Do balão larga o atilho.
4
A noite sempre a crescer
Nas ruas d'Angra cidade
Convidando para se ver
A linda festividade.
E dança toda amorosa
Dando a mão ao par de brilho
Se sente mais vigorosa
Do balão larga o atilho.

Rosa Silva ("Azoriana")

Nota: Apeteceu-me escrever esta letra, sem qualquer entrega ou participação na maior Festa Sanjoanina. Se alguém achar graça, escreva-me.

Ontem para Hoje

25.04.23 | Rosa Silva ("Azoriana")

Quando o céu se abrir em flor
Numa toada de anil
Hei de ver todo o valor
De uma rosa de abril.

Quando o mar tiver calor
De tanto bailar na rocha
Hei de ver o meu fervor
Como chama numa tocha.

Quando a dor que nos deserta
For relíquia de horrores
Hei de ver a porta aberta
Para as mais bonitas flores.

Quando a terra for ternura
Para cada um que vive
Que se Ame a criatura
Mesmo que caia em declive.

Meu amor por ti é tanto
Que ouso 'inda rimar
Padre, Filho, Esp'irto Santo
A mais possa confortar.

Meu conforto é saber
Que ainda há amizade
E no Dia 'inda escrever
Bom Dia de Liberdade!

Rosa Silva ("Azoriana")

Bom dia de sábado (escurinho)

22.04.23 | Rosa Silva ("Azoriana")

No céu reluzem estrelas
Abraçando a noite dura
E nas letras posso vê-las
Se lhes der boa abertura.

Vou tentar absorvê-las,
Para não dar disparates...
Ó meu Deus dá-me Estrelas
Com adornos de escarlates.

Há tanto céu, tanto mar,
E beleza em plenitude,
Noite e dia em cada lar
Com o brilho da atitude.

E quem está d'aniversário
Tenha um dia glorioso,
Seja extraordinário!
Seja bom! Vitorioso!

Rosa Silva ("Azoriana")

AS Ana Soares

Sempre vi

10.04.23 | Rosa Silva ("Azoriana")

Sempre vi o mar de broa
Pão de milho ao quadril
Balançando terra à proa
Num berçário de anil.

Sempre li sem perceber
O que o mar ia dizendo
Só depois de o escrever
É que fiquei dele tendo.

É tão pobre o anterior
Que de versos até dói
O que é escrito sem repor
Pode um dia ser herói.

Porque o mar é o meu pai,
E a terra é minha mãe,
Coitado de quem não sai
E do mar nem gosto tem.

Rosa Silva ("Azoriana")

Vem [a Zeca Medeiros]

09.04.23 | Rosa Silva ("Azoriana")

num banho de alfazema
de uma torneira de luz
no peito de um poema
a nova Páscoa [sem Cruz].

no rescaldo de um pranto
que se desfez sem pecado
no verso que segue santo
sem o soneto c'roado.

no corpo alvo de abril
do ano de vinte e três
dois mil que já é senil
e pobre mais que uma vez.

tu que tens voz de requinte
de solene rouquidão
quem me dera ser ouvinte
dos tons que meus versos dão.

Rosa Silva ("Azoriana")

Era para ir e não fui...

09.04.23 | Rosa Silva ("Azoriana")

Ao Fanal. Ao Monte Brasil.
Ao (re) balanço do mar.
À rua do meu lugar.
E quem sabe... ser de anil.

Era para ir devagar.
Fiquei-me no meu perfil.
Este que em tons de abril
É cerca sem me cercar.

E o sonho é o sujeito
Que me entra sem dar defeito
E faz de conta sem ser.

Durmo. Canto se não rimo.
Finjo que vem ao de cimo
O dom que queria ter.

Rosa Silva ("Azoriana")

Em Portugal não é tudo mal!

09.04.23 | Rosa Silva ("Azoriana")

Temos vozes mui brilhantes
Temos poetas e cantores,
Bravos improvisadores
Nossos ricos diamantes.

Temos mar com céu de antes
Temos campo e sabores
Temos sãos e bons atores
Do longe somos distantes.

Tenho saudades de mim
E do que eu bem sonhava
Quando sem mim eu andava...

Penas tenho de ser assim...
Mas... gosto de Portugal
Quando não rima com mal!

Rosa Silva ("Azoriana")

Cardápio de malfeitor

05.04.23 | Rosa Silva ("Azoriana")

Pode o céu virar inferno
O inferno virar água
Num dilúvio eterno
Que me faz sentir a mágoa.

Pode o lixo ser estrume
O estrume ser alimento
Mas a fúria vira lume

Atiçada pelo vento.

E a bondade vira lava
De um ser abominável
Que na minha casa entrava
Com mentira intragável.

Antes abraçar a fome,
Solidão e isolamento,
Do que estar com quem consome
Tudo, tudo a cem por cento.

Rosa Silva ("Azoriana")

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