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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

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Criações de Rosa Silva e outrem
Histórico da Listagem,
de 1.023 sonetilhos/sonetos filhos

Arte visual

07.11.24 | Rosa Silva ("Azoriana")

Poderia ser tão bela
A "menina dos meus olhos"
Para ver através dela
A beleza dos teus folhos.
*
Folhos de água e de luz,
Cor de pele e tom de rosas,
Que a miragem conduz
A valas maravilhosas.
*
Tens no olhar um queixume,
Com nuance dos cabelos,
Que me fere quase a lume
O sonho [em atropelos].
*
Não me olhes com desdém
Porque de ti não desdenho...
Fala mais aquele que tem
Do que eu que não te tenho.
*
Rosa Silva ("Azoriana")

Quem tivesse...

07.11.24 | Rosa Silva ("Azoriana")

Quem tivesse a nobre sorte
De me ver antes da morte
Em lugares passageiros:
Sair numa asa branca
Nem que fosse de tamanca
Sem lugar para ponteiros.
**
Vestir a alma de festa
Que a hora já se apresta
Para ser o que então sou:
Uma mulher sonhadora,
De mais versos fundadora,
Profecia do avô.
**
Manuel Gonçalves Correia,
Que me ouviu volta-e-meia,
No choro des(afinado):
Certamente não pensou
Na volta que ele levou...
Condão de me ter amado.
**
Venha daí quem quiser
Ter a rima da mulher
No invólucro renhido,
Há de haver quem já consiga
Ter uma tela amiga
Com traço de Amor tecido.
**
Rosa Silva ("Azoriana")

Parabéns, Saul Vicente!

07.11.24 | Rosa Silva ("Azoriana")

Hoje é do Saul Vicente
Melo, tem de apelido,
Que celebre bem contente
O dia de ter nascido.

Quem nasce na terra mãe
A leva consigo ao peito
Quando volta sabe bem
Que é seu amor-perfeito.

Mas se a volta não dá
Nem pode fazê-la agora
Que festeje o Canadá
Pela sua vida fora.

Canadá a nova terra,
Que floresce sua vida,
Normalmente não encerra
Terceira, terra querida.

Rosa Silva ("Azoriana")

O Amor é tão difícil

07.11.24 | Rosa Silva ("Azoriana")

Nada na vida é eterno
Nem eterno é o Amor
Mesmo que se ande terno
Por vezes falta o humor.
*
Há quem passe toda a vida
A voar no pensamento
Sonha com palavra querida
Mas no real é cinzento.
*
As cores que são mais quentes
Encobrem sempre as frias;
Não basta ser sorridentes
Para fingir-se alegrias.
*
Difícil é a gente rir
Quando o choro transparece
Mais tarde vão descobrir
Que a noite nos amanhece.
*
Tentemos manifestar
O condão de ser verdade
Mesmo que seja a chorar
De alegria pla amizade.
*
A amizade duradoura
Não se quebra com ausência
Se a base fundadora
Deu a mão à Providência.
*
06/11/2024
Rosa Silva ("Azoriana")

Residente em São Carlos (pela segunda vez, desde novembro de 2008), da freguesia de São Pedro, da ilha Terceira, dos Açores.

Que linda é... (a ilha Terceira)

04.11.24 | Rosa Silva ("Azoriana")

Que linda é a ilha
Que canta e que brilha
Pelo mundo fora
Que abre o sorriso
No seu improviso
Que cria na hora.
Que linda é a voz
Que canta veloz
Em tom arrojado.
Que leva a cantiga,
De bravos amiga,
Ao povo emigrado.
Que linda é a fama
Da gente que ama
Ter brio na festa
E na noite longa
A ceia prolonga
No valor que presta.
Ó ilha Terceira,
Mote na Bandeira
Heroica e leal,
Da serra ao mar
E à volta a rodar
Tens um festival.
Prendada e garrida
Tens amor à vida
No verso guião
Enfrentas o perigo
Fazes um amigo
Na ocasião.
Atalhas a mente
E o coração sente
Vibrar a cultura
Que está sempre viva
E a todos motiva
A saudade futura.

Rosa Silva ("Azoriana")

Foi Deus que me acalmou

03.11.24 | Rosa Silva ("Azoriana")

*
Deixei Deus entrar
No meu coração
Para me ensinar
De novo a oração.
1
Uma oração de paz
Para hoje me animar
Que, de novo, então faz
A minha mente pausar.
2
Embrenhada no que fui
Mesmo estando esquecida
E o que mais me influi
Pró resto da parca vida.
*
Deixo Deus entrar
E peço-Lhe perdão
Por não triunfar
Junto aos que meus[Teus] são.

Rosa Silva ("Azoriana")

O hino da natureza

02.11.24 | Rosa Silva ("Azoriana")

Queres ser meu "companheiro"
Numa relíquia sem par
- A densa de nevoeiro,
Serreta que é solar -.

Solar da Virgem Maria,
Que se vestiu de novo,
E de obras que um dia
Fascinarão nosso povo.

A Serreta de onde vim
De um denso nevoeiro
Lembro do que foi pra mim
Em oitenta, de janeiro.

Foram muito duras cenas
Para tantos moradores
Por entre as dores e as penas
Enalteço os seus valores.

E quem me dera 'inda ver
A limpeza em redor,
Da Estalagem, para ter
Uma vista bem melhor.

Tanto que a gente faz,
Recorrendo a quem pode,
Porque não voltar atrás
E o trabalho que rode.

Envolver o voluntário
Envolver digna pessoa
Por dar beleza ao cenário
Que do alto o hino entoa.

Rosa Silva ("Azoriana")

A Serreta antiga (dedicatória a Guilherme Reis Toledo)

01.11.24 | Rosa Silva ("Azoriana")

Tem valores de outrora
[Que estou certa ainda há]
E que nos diz sem demora
O que se passava por cá.

O sr. Guilherme Toledo
Fala com José M. Gabriel,
Foi e é homem sem medo
Que bem fez o seu papel.

Moinhos, palheiros e eiras,
Gente, obras e artigos,
Homem de boas maneiras
Que conduziu amigos.

Do Farol (que foi "casino"),
Filarmónica primeira,
Do aço que deu destino
Aos arados prá "biqueira".

As lembranças tão reais,
Dos ingleses e americanos,
E de nossos que são pais
De tantos açorianos.

Nado em S. Sebastião,
Essa relíquia oral,
Veio pra ser nosso "irmão",
Órfão de pai natural.

Lembro que a sua esposa,
Me dizia alegremente,
Que meu pai, que já repousa,
"Tava lá no meu nascente.

Avisado que eu nascia,
Naquele dia de petas,
Em abril se descobria
Uma verdade sem tretas.

Digo, no fim, em primeiro,
Porque em vida é um presente:
Um abraço verdadeiro,
Ao motorista competente.

É relíquia do Bem,
Aquilo que faço e posso...
É Amor o que se tem,
Por tudo o que é tão nosso!

Rosa Silva ("Azoriana")

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