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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Partilha com no

Criações de Rosa Silva e outrem
Histórico da Listagem,
de 1.023 sonetilhos/sonetos filhos

Nada como...

25.07.25 | Rosa Silva ("Azoriana")

Não, não é de comida
Que ora vou rimar
Ando um naco sem vida
Nesta coisa de blogar.

É que o verão é agora
Com calores e afins
Só apetece ir fora
Ou pairar em nossos jardins.

E disto nós não passamos
Quer se queira ou não queira
Dos toiros é que gostamos
Bem à moda da Terceira.

Cá por mim mesmo sentada
Ou na berma horizontal
Fico a ver a tourada
Sem sair do meu local.

Mas isto é uma treta
Que acontece a eito
A tourada da Serreta
É a que me faz efeito.

Nada como o que é nosso
E que a gente gosta mais
Vou a festas quando posso
O resto é nos Folhadais.

Rosa Silva ("Azoriana")

Mafalda, pequena rainha!

22.07.25 | Rosa Silva ("Azoriana")

É doce quando diz "não"
É meiga mesmo negando,
Ela é dona de sua feição
Sorri lá de vez em quando.

Mafalda, pequena rainha,
Princesa melhor dizendo,
Com os manos, nunca sozinha,
Ora um e outra, estão vendo.

Afonso e Laura, também,
Fazem o bom ramalhete,
Os manos que ela tem
Já sabem o que é o foguete.

O foguete para a tourada,
Bruno Rocha, ganadaria,
Sejam felizes na alvorada,
E nas horas lindas do dia.

Rosa Silva ("Azoriana")

Cravos e rosas

20.07.25 | Rosa Silva ("Azoriana")

Que lindo o nosso conjunto
De pessoas singulares
Todas tecendo um assunto
De elevados patamares.

Sóis o verso insular
Na doçura da partilha
Sóis o mundo popular
Sóis os poetas da ilha.

Ilha nossa, poderosa,
De encantos mais de mil,
Se não vires uma Rosa,
Talvez num mês de abril.

Mas abril fica distante,
No rosto da primavera,
Fico em julho cativante
Do meu canto em espera.

Rosa Silva ("Azoriana")

A cor da vida

19.07.25 | Rosa Silva ("Azoriana")

Quando eu for é que vão dar
O perfume da palavra;
A letra da minha lavra
Muito pode cirandar.

Mas só tenho a recordar
O sorriso da escrita...
Mesmo a frio foi bonita
Com minha mãe a bordar.

O bordado de uma vida
É vistoso dos dois lados,
E na beleza dos prados
Teve uma linha sofrida.

Ó minha mãe, minha flor,
Teu bordado, verde raro,
Seja escuro ou seja claro,
Seja a nossa melhor cor.

Rosa Silva ("Azoriana")

Ao casamento dos sobrinhos: Tânia Morais e Hildeberto Martins

12.07.25 | Rosa Silva ("Azoriana")

Sóis o centro do momento...
E nós aqui, em alegria,
Para o vosso casamento,
Com o charme da poesia.

Nosso sorriso floresce,
Nesta tarde, quem diria!
Lindo, rejuvenesce,
O olhar de simpatia.

Os Verdes numa emoção,
Variados e vistosos,
Chamaram a atenção
Dos amigos valiosos.

Valiosos de Amor
Na doce Felicidade
Agradeço com fervor
Vossa cordialidade.

Rosa Silva ("Azoriana")

Era uma vez... [pausa]...

11.07.25 | Rosa Silva ("Azoriana")

conto, não conto, conto, não conto... ganhou o [não conto]
E quando um ganha o outro cala-se. E pronto, não havendo mais nada a tratar, fico-me pelos pontos finais. É que o fim, às vezes, pode não o ser... até que chegue "era uma vez".
Entenderam?! Ah, não! Tenho pena, mas esta é só para memória futura e talvez nem me lembre porque escrevi estas letrinhas 🙂

Haja saúde e alegria
Na boca da estação
Tenham boa companhia
Nas nossas festas de verão.

O verão anda sisudo
Sombra aqui, cousa acolá,
Deus me livre do entrudo
E de outras cousas cá.

É que a dança feliz,
Ou triste, mesmo assim,
Será o que o povo diz,
E o que digo por mim.

Cada um sabe o que tem
Da sua porta pra dentro,
Toda a sorte que vem
Nem sempre bate no centro.

Rosa Silva ("Azoriana")

sem maiúsculas

11.07.25 | Rosa Silva ("Azoriana")

muralhas_naturais.jpg
(a imagem não tem nada a ver com as quadras, vale pela simbologia)

há muralhas naturais
que de baixas e pequenas
sobem muito e demais
com bombons e açucenas.

pode nem ser bem real
o sabor mais a beleza
bombom faz mal afinal
só resta mesmo a certeza.

se for beleza de rosas
espalhadas à porfia
tingem frases milagrosas
no calor da moradia.

o calor dilata o belo
e dilata a poesia
mesmo no verso singelo
faz amor até ser dia.

Rosa Silva ("Azoriana")

Poema sem hora

11.07.25 | Rosa Silva ("Azoriana")

Quando ouvires a Voz de Deus,
Não a feches, num repente,
Atenta aos ditos seus,
Como a tinta permanente.
*
Ergue o olhar pró ilhéu,
Com doçura e sem alarde,
E pensa que estás no Céu,
Na candura de uma tarde.
*
Eu já vi o céu, em vida,
Mais concreto, o paraíso,
Na paisagem tão querida,
Que me leva ao improviso.
*
Prós lados da Serretinha,
Que da Serreta não é,
Onde me senti rainha,
Menos do que a Mãe da Fé.
*
Mas a fé nos acompanha,
Quer aqui, quer mais além,
E mais longe ela é tamanha,
Por ser uma Fé na Mãe.
*
E a todos os Emigrantes,
Cuja fé `inda ostentam,
Sejam doces e clementes
Se meus versos só vos tentam.
*
Rosa Silva ("Azoriana")

Um problema chamado "EU"

10.07.25 | Rosa Silva ("Azoriana")

Sim, é verdade. Assumo. Assumidamente assumida! Mais que assumida. Bem assumida (ou mal, sabe-se lá!). Sou avessa ao ruído, ao barulho, aos sons estridentes, aos berros, aos altifalantes todos (humanos e de equipamentos), etc. Tudo o que seja volume audível mais que 50%.

Se falo alto? Sim. Às vezes. Estou surda do ouvido direito (já fiz exames e, ainda, não fui saber o resultado (outubro/2024?), nem me chamaram para saber). Nem sei, prontamente, quem deve chamar ou ir... Adiante...

Existem, à minha volta e à volta da minha fachada virada à canada, por onde passam milhentos e milhentos carros, MOTOS - DE BARULHO ABISSAL, onde se ouvem (a qualquer hora que haja alguma luminosidade externa), GALOS a cantarolar audivelmente com o bico bem aberto e também (alguns) desafinados (que mais parecem estarem a ser aniquilados a favor da panela - diga-se que já me apeteceu fazer isso, mas o seu a seu dono...) e, sobretudo, estridentes ruídos noturnos e à boca da manhã, que se quer calma até pelo menos às 08:00, isto é, o máximo até às oito horas do dia (AM). Mas tanta lengalenga, não, escrita convicta, para quê? Para vos dizer que quem está doente sou EU. Certo? Quem sofre de depressão sou EU. Certo? Quem está a mais sou EU. Certo? Ei!, alto e para o baile de sons... não quero estar a mais, nem a menos, estou e deixa da mão?

Por favor, peço, a quem me ler, aos donos dos galos todos, aos donos dos carros todos, aos donos de motos de alto ruído:

ABRANDEM OS SONS. CALMA. #sons_a_menos #menos_ruído #menos_poluição_sonora

MAS... e que fazer aos GALOS, que não têm culpa de seres G-A-L-O-S... mas os donos podem "ensinar" a calar o ruído antes da matina... tipo um "cobertor de cristas e olhos"?!

Ainda não estou com a demência toda... mas estou a um canto de galo para tal.... e a um dia de paz, se Deus permitir, claro... assim permitam os ruídos maiores...

Rosa Silva ("Azoriana")

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