31.10.25 | Rosa Silva ("Azoriana")
Ó que beleza esta nossa - Sem o grito de terror - Não observo nenhuma mossa Uma aranha sem horror! Com a mãe maravilhosa Que tem um dom natural Uma filha tão briosa Que faz tudo especial. "Halloween" o mistério Que veio para ficar Se fosse levado a sério Dava mesmo para assustar. Mas quem se vai assustar Com esta indumentária? Servirá para lembrar Traquinice imaginária. Rosa Silva ("Azoriana")
30.10.25 | Rosa Silva ("Azoriana")
Vão as crianças em bando Na cantilena de sacas Por sorte arrecadando Umas moedinhas fracas. ::É vê-las todas contentes , Mesmo com algum senão, Pedindo às boas gentes, Por Deus, um pouco de Pão. :: Não tinha esse costume, Só ia ter com a madrinha, Que nesse dia se assume Na nota que dela vinha. :: Hoje adoro ver a neta, Com os olhos a brilhar, Na sua veste completa, Delícia a pedinchar. :: Rosa Silva ("Azoriana")
24.10.25 | Rosa Silva ("Azoriana")
Quando a noite vai caindo Com um trago de amargura Já também vai insurgindo O inverno da Bravura. Eu que nem o tempo prendo Porque o tempo não é meu Já é sorte estar escrevendo O que um dia será teu. Solto amarras à escrita Dou corda ao pensamento Nem a letra é bonita E com a pena até tento. Olho a fonte imaginária Numa letra de cristal Sentada na secretária Teclo a letra ideal. Vamos, vamos de mansinho Para o fim de semana Aceita um bom carinho Da amiga Azoriana. E se mais quiseres ler Sem papel na tua mão Convém que 'inda possas ter Onde ponhas a visão. Rosa Silva ("Azoriana")
23.10.25 | Rosa Silva ("Azoriana")
Ao "Arco-íris de Emoções ", com admiração e respeito Bem-haja quem faz o bem Com valor e sem tristeza Sobretudo aos que tem Uma dor por natureza. Para a dor de uma criança E do jovem promissor Há que trazer esperança Pela mão do educador. A "Agenda Solidária" De dois mil e vinte e seis, É mesmo extraordinária Para "dedos e anéis". À Presidente da APIT Bem-haja pelas Emoções E que tenha bom palpite Para próximas edições. Rosa Silva ("Azoriana")Amigos da Pediatria da Ilha Terceira
19.10.25 | Rosa Silva ("Azoriana")
Pois... Já alguém considerou A nossa real pobreza Perante alguém que fortunou Com uma bola em destreza?! Mais... Já alguém se abismou Numa vida cinderela Enquanto outrem se admirou Com a pobre bagatela?! P@ta que p@riu o ovo Redondo não enquadrado No sentido que o povo É vintém mal amanhado. Isto é só para provar O que faz meio comprimido Antes de mesmo o tomar Já me estendi ao comprido. Toma, toma e depressa Esse químico avançado E vê lá se bem começa O que nem está acabado. O sonho que me acordou Nesta hora muito ingrata Foi em luxo, que assustou Nova manhã que desata. Rosa Silva ("Azoriana")
18.10.25 | Rosa Silva ("Azoriana")
Não nasci para embelezar Mas já vi muita beleza Entre a terra e o mar Tanta há, tenho a certeza. Vejam bem pela janela Que se queda numa mão A tecnologia bela À custa de bom cifrão. E bem visto esse (€) cifrão Que nos surge mensalmente Tanto é um ganha-pão Como sai num de repente. E a rima de repente É a sorte natural Não dá de comer à gente Mas dá saúde mental. Eu pensava que a rima Tinha esquecido de mim Hoje veio ao de cima E rimo tudo enfim. E se a noite a sacode A dizer "tá bum, tá bum" Nem sempre deixar se pode Uma linha para mais um 🙂 Rosa Silva ("Azoriana")
18.10.25 | Rosa Silva ("Azoriana")
E já vai chegando a hora Da noite se aproximar Pela tarde quase chora Com a nuvem a enxugar. E o céu é lindo assim Quase parece "ovelhado" Com ovelhas de alfenim A brincar por todo o lado. Se a terna brincadeira Não correr como previsto Lá vem vento prá Terceira E da ovelha eu desisto. Se te rires também me rio, Porque rios cá não tem... Oxalá não venha o frio Que acabe a rir também. 🙂 Rosa Silva ("Azoriana")
18.10.25 | Rosa Silva ("Azoriana")
Não sou de alarme falso Não sou de ares estranhos Mas há que arrear o balso Para os ventos tamanhos.Não comando tempestades , Nem maus ventos, nem marés, Mas há que ver as verdades À vista de lés-a-lés. Tenho a roupa na corda Bem cheiinha de prisões Se ela se vir à borda Que me sobre os calções. Agora que a "vida é bela" Por monde de uma "metade" Que se feche a janela Fronteiriça à tempestade. Mas se estiver errada No prenúncio sem rigor Fiquem vocês à vontade Para me falar de Amor. De palavras nem é feito O amor quotidiano Nem sequer de outro jeito Se apoquenta o ser humano. Rosa Silva ("Azoriana")
11.10.25 | Rosa Silva ("Azoriana")
Adeus até mais ver Esta já está no fim Gostei de te conhecer Mas tu não gostas de mim. Disse: tu és bonito! E tu fugiste a correr Não podes ser esquisito Logo ao entardecer. Que tenhas boa viagem De volta ao que dominas Romina pela pastagem No mato pelas colinas. É pena o que me invade Quando chega ao final É o que chamo saudade De te ver no arraial. Rosa Silva ("Azoriana")
08.10.25 | Rosa Silva ("Azoriana")
Quem me conhece a fundo Sabe que sou inconstante [Tanto anda bem o mundo Como muda num instante]. Sou de sol e sou de luas, Sou de tempo intermédio, Se não ando pelas ruas, Talvez seja pelo tédio. Sou da rima, essa sim, É que me dá alegria, Mesmo que não chegue a mim Com tempero para o dia. O barro de que fui feita Já não se faz amiúde... Nem pensem que sou perfeita Só preciso é ter saúde. Rosa Silva ("Azoriana")