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Miscelânea de emoções

por Azoriana, em 12.10.07



1
Ó minha Angra querida
Cidade de ruas rectas
És a peça preferida
Que o meu sonho completas.
2
Voando p'las freguesias
Vai o milhafre ou açor
Que cativou noutros dias
O olhar do navegador.
3
Quadrículas de verdura
Pasto de vacas leiteiras
Paraíso de miúra
E hortenses nas barreiras.
4
E o alvo casario
Contrasta com o Império
Que mais colorido viu
Na fachada a critério.
5
Mas para melhor definir
A ilha de Jesus Cristo
No foguete vou descobrir
A razão de tudo isto.
6
À corda seguem a eito
As touradas da Terceira
Na praça segue a preceito
A corrida verdadeira.
7
Piruetas de alegria
Dos capinhas e forcados
Que vestem naquele dia
O prazer d'aficionados.
8
Ó bel'Atlântica ilha
Que honras festas e danças
No Bodo tens a partilha:
Vinho, pão e doces esp'ranças.
9
Muitos amores nasceram
De janelas enfeitadas
De colchas que lhes prenderam
Mais sorrisos às fachadas.
10
Muralhas, Igrejas, Museus;
Eiras (bailes folclóricos);
Grutas, crateras e seus
Ricos Palácios históricos.
11
Miscelânea d'emoções
Que grassa por toda a parte
Ritual de tradições,
De trabalho, amor e arte.
12
E quem vier à Terceira
Na cor de Maio a Setembro
Há cheiro na ilha inteira
Que perdura até Dezembro.
13
Alcatra, massa sovada,
Peixes e outros mariscos,
O "quinto" vem à tourada
Repleto de bons petiscos.
14
Depois desta euforia
Se me viro p'ro repouso
Procuro na pradaria
O verde silencioso.
15
Mas é no azul marino
E no olhar destes ilhéus
Que vejo o poder Divino
E o reflexo dos céus.
16
E no canto dos poetas,
No teatro popular,
E noutras obras completas
Vejo razão para amar.
17
Nas ruas desta cidade
Na berma, vulgo valeta,
Dou por mim a ter saudade
Doutras eras na Serreta.
18
Fui criada com touradas
Festas, fé e procissões
Agora mais afastadas
Por seguir outras missões.
19
Improviso voa em mim
Muito mais do que mereço
Antes que chegue qualquer fim
Ao Bom Deus eu agradeço.
20
De retalhos vou fazendo
Esta manta serretense
Ao de leve vou tecendo
A nova colcha angrense.
21
De tom azul e lilás
No tear da minha rima
Só não sei se sou capaz
De trazê-la ao de cima.
22
Ao de cima vem a alma
Deste povo terceirense
Que de versos quase acalma
A sorte que lhe pertence.
23
Ó minha terra encantada,
Meu berço de amor ardente,
Estrela da madrugada
Que abraça o céu contente.
24
Quero cantar meu casebre
E o sorriso de minha mãe;
Qu'a magia não se quebre
Dos sinais que dela vem.
25
Dela aprendi a sorrir,
Com meu pai a trabalhar,
A chorar, também a rir;
Nada podia falhar.
26
Sou filha de terra e mar,
Sou mulher que mira vento
Mãe com gosto de rimar:
Feliz faço este momento!

Rosa Silva ("Azoriana")

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Os escritos são laços que
nos unem na simplicidade
do sonho... São momentos!
Rosa Silva ("Azoriana")
DATA DA CRIAÇÃO
09/04/2004

A curiosidade aliada à
necessidade criou
o 1º artigo e continuou...
DEZ ANOS
2014/04/09

Não há rima para o tempo
Mas o tempo é uma rima
Que serve de passatempo
A quem o tempo estima.


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