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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

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Lírio

17.04.08 | Rosa Silva ("Azoriana")



Dizem não ser bom lembrar
Dos mortos, torto a direito,
Mas eu não posso calar
Este de[lírio] perfeito.

Glosa

(Aprendi com Clarisse Barata Sanches)

As promessas de um dia,
Estou agora a recordar.
Na conversa, a utopia,
Império de nostalgia,
Dizem não ser bom lembrar.

Mas que mal poderá ter,
Registo de bem que é feito?
Meus laços podeis saber;
Não me posso esconder,
Dos mortos, torto a direito.

Da morte há quem tenha medo,
E disso ousei lhe falar,
Que mesmo sendo segredo,
Pode levantar-me o dedo,
Mas eu não posso calar.

Que, das duas, a que se fosse,
Falasse de qualquer jeito
Se a morada era doce...
Um sinal?! Versos me trouxe:
Este de[lírio] perfeito.

Rosa Silva ("Azoriana")


Lírio
(Enquanto foi viva tinha esta flor no seu jardim)

Em Maio de 2004, Manuel Simões, residente serretense, cantou esta cantiga na Briança (Bezerro enfeitado e Pezinho), que guardo como lembrança:

Na terra tiveram seu martírio
Este casal de amigos meus
Mas no céu hão-de ter um lírio
Que é uma dádiva de Deus.

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