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Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(767 até agora)

Motivo para escrever:
Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

**********


Mais um conto para a "Fábrica de Histórias"

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 12.10.08

Era uma vez uma princesa com um olho de cada cor. Quando ela vestia o belo vestido com o fundo todo azul, realçava a íris azul. Tudo à sua volta parecia transfigurar-se de azul e todos os recantos que tivessem água adquiriam o tom da Georgia.

Quando ela se cansava do seu vestido azul, trocava para o fato verde que, por sua vez, lhe acentuava a outra íris. Nestes dias, parecia outra e ordenava que a chamassem de Verdana. Já se sabia que Verdana combinava bem com a Consolas. Juntas faziam uma dupla imbatível. Escondiam-se atrás dos arbustos para não levarem com o piscar verde assustador.

Um dia, Verdana tropeçou numa saliência e caiu. Chorou amargamente. O seu fato esburacara e via-se um ligeiro arranhão. A Consolas tratou de fugir a sete pés, não fosse a Verdana pensar que a culpa era dela.

Verdana, devagarinho, foi procurar ajuda. Bateu à porta do Arial e nada. Sentou-se no lado de fora e acabou por adormecer.

Sonhou que um príncipe com um simples toque lhe curava o pequeno arranhão e a levava até um lugar mágico onde havia todas as qualidades de vestidos, de várias e lindas cores. A Verdana assustou-se tanto que ao acordar voltou a rasgar o fato.

Ouviu um barulho vindo do interior da casinha. A porta abriu-se e surgiu um menino ensonado que perguntou:

- O que fazes aqui nesse estado?

- Eu vinha pedir-te ajuda para me arranjares o fato...

Estranhando a atitude de Verdana, Arial deixou voar o medo e balbuciou:

- Ah!... Não posso... Estive numa festa de anos e estou com a barriga cheia de bolo e não consigo sequer abrir os olhos... Volta mais tarde...

Arial fechou a porta, não fosse Verdana piscar verde e transformá-lo em duende.

Verdana apenas teve tempo de dizer: - Oh!

Desolada, foi-se embora pelo atalho da floresta. Chegou a uma parte coberta de espinhos mas seguiu. O fato rasgou-se mais. Um velhote vendo-a assim, chamou-a ao seu casebre. Enquanto ela se limpava, o velhote cozeu-lhe o fato dando uma grande alegria a Verdana. Agradeceu e disse que lhe concretizava um desejo. O velhote retorquiu:

- Vai buscar o Arial...

Verdana ouviu o que o velhote lhe disse e aceitou. Quando chegou a casa do velhote, ao entrar levou com um grande vapor quente que vinha do caldeirão, cujo conteúdo estava a bom ferver. O Arial gostou do cheiro, entrou. Foi direito ao velhote e perguntou o que lhe queria.

O velhote apontou para o fundo da única divisão daquele casebre. O Arial avistou uma folha enorme que continha uma mensagem:

- Nunca se deve rejeitar os amigos no dia de aniversário. Parabéns!

O Arial percebeu a lição e quando se virou para a Verdana para pedir desculpa já esta tinha um lindo vestido, branco rosa com estrelas a cintilar. Os olhos dela ficaram iguais e sorridentes e pediu ao Arial para a acompanhar a casa.

- Vocês agora serão sempre amigos e o teu nome é Ravie.

 

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2 comentários

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David Silva a 12.10.2008

Muito bem!
Adorei a tua história, tens uma mente bastante imaginativa, PARABÉNS!
Beijinhos doces, adoro ler-te ...
Fica bem, SEMPRE bem!

David da Silva
Sem imagem de perfil

MG a 12.10.2008

Adorei o blog, parabéns.
Bjs
MG

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Os escritos são laços que
nos unem na simplicidade
do sonho... São momentos!
Rosa Silva ("Azoriana")

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09/04/2004

A curiosidade aliada à
necessidade criou
o 1º artigo e continuou...
15 ANOS
2019/04/09


Não há rima para o tempo
Mas o tempo é uma rima
Que serve de passatempo
A quem o tempo estima.

in DI Domingo. Foto de António Araújo

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Neste espaço residem pequenos fragmentos da alma serretense.
Um residente classificou-a como sendo fresca no clima e quente na hospitalidade. É, sem dúvida, uma freguesia fresca, pequena mas com uma grande alma.

É um "Cantinho do Céu", como a autora lhe chamou num dos seus artigos publicados.
Sob o pseudónimo de Cidália Miravento e na capa de "Azoriana", Rosa Silva vai reunindo coisas suas e de outros no intuito de divulgar a freguesia que lhe deu berço - SERRETA.

Bem-vindo à Serreta, a freguesia de Nossa Senhora dos Milagres desde 1/1/1862, do concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira - Açores.




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