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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


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Memorando ao Charrua

27.01.10 | Rosa Silva ("Azoriana")

O Charrua (José de Sousa Brasil) e a Turlu (Maria Angelina de Sousa) casaram a 8 de dezembro de 1973, ele com 63 anos e ela com 66 anos de idade. Ambos faleceram num dia 5 e mesmo dia da semana (segunda-feira), com distância de 4 anos, embora a idade deles, por morte, fosse de dois anos apenas; isto porque ela sendo mais velha morreu primeiro: Turlu faleceu com 79 anos (5 de janeiro de 1987) e Charrua com 81 anos (5 de agosto de 1991). Ela ficou sepultada em Toronto, no Canadá e ele na freguesia das Cinco Ribeiras, ilha Terceira, Açores.

 

A 24 de junho de 2010 será o centenário do nascimento de Charrua. Em 5 de novembro de 2007 foi o centenário do nascimento da Turlu. Dois anos e meio de diferença.

 

Charrua nasceu na Ribeira do Mouro, das 5 Ribeiras, a 10 km de Angra do Heroísmo (10 a dividir por 2 dá 5).

 

Turlu nasceu a 5 km de Angra do Heroísmo, na Canada da Francesa, em S. Mateus da Calheta, a 5 de novembro de 1907 e faleceu a 5 de janeiro de 1987. Anote-se bem: se colocarmos um 8 (oito) no lugar do 0 (zero) do ano de nascimento da Turlu dá o ano da morte: 1907 tira 0 coloca 8 dá 1987. Portanto, o 8 é também o mês de agosto quando faleceu o Charrua. Pode-se, então, afirmar que foram almas gémeas que vieram ao mundo para serem nomeados os poetas populares açorianos, sobejamente conhecidos e homenageados. O 8 volta a aparecer no DIA do casamento deles, em dezembro de 1973. Estava-se a quatro meses do 25 de abril de 1974.

 

O número 5 é, sem dúvida, um marco histórico para este dois cantadores ao desafio e amantes do improviso. Após ler, mais que uma vez, o livro de Mário Pereira da Costa, sobrinho da Turlu por ter casado com a sobrinha Lúcia Sousa, é que me dediquei a estes detalhes à laia de memorando.

 

No fundo, todos temos um número que nos marca... O meu é o 4, tanto para o bem como para o mal. Eis o que vos lego e podeis divulgar:

 

Memorando ao José de Sousa Brasil (Charrua)

 

Nas 5 Ribeiras nasceu / (24-06-1910, sexta-feira. Centenário do nascimento em 2010, quinta-feira)

A 5 de agosto partiu; / (05-08-1991, segunda-feira, com 81 anos)

A 5 de janeiro morreu / (05-01-1987, segunda-feira, com 79 anos)

Turlu que a 5 do onze surgiu. / (05-11-1907, terça-feira. Centenário do nascimento em 2007, segunda-feira)

 

A 13 estreia cantando / (13-01-1927, quinta-feira, com 16 anos - Charrua)

A 5 de março vida militar / (05-03-1931, quinta-feira, fazia 21 anos em Junho)

Com gosto improvisando

Com a Turlu foi cantar. / (1931 - Em S. João de Deus - Santa Luzia - Angra do Heroísmo)

 

Sina de "amor impossível"

Era a Ribeira do Mouro

O dele foi compatível

Com um brilhante tesouro.

 

Foi a Turlu sua "Aurora",

E ele seu "Sol Nascente"

Cantando cá e lá fora

O que vinha num repente.

 

Após sua viuvez

Charrua, por fim, casou;

Dezembro foi sempre o mês

Que ao amor se entregou.

 

Com a Turlu, cantadeira,

Paixão duns cinquenta anos,

Veio casar à Terceira / (08-12-1973, sábado, com 63 anos - Angelina com 66 anos)

Com S. Mateus nos seus planos. / (Na paróquia de S. Mateus da Calheta - Angra do Heroísmo)

 

Treze anos de casados

Unidos pela Poesia,

Eternamente guardados

Nos Anais da Cantoria.

 

Que seja no tempo certo

Lembrado por nossa gente

Que ouviu cantar de perto

Seus versos de Sol Nascente.

 

Rosa Silva ("Azoriana")

 

Turlu

 

Aos 5 anos, órfã de pai;

5 De março canta na América;

A 5 de fevereiro cai

A mãe, que lhe era rica.

 

Tomava conta do filho
E do marido na ilha;

Faleceu, ficou sem brilho

E causa mais dor à filha.

 

Francisco Borges, o marido,

Henrique, o filho amado,

Da terra tinham partido...

Fica ela só deste lado.

 

5 foi bom e fatal

Para a Turlu cantadeira
Que se tornou imortal

Pela rima pioneira.

 

Dia 5 para nascer,

Dia 5 para encantar,

Dia 5 para morrer

E no Canadá ficar.

 

Charrua foi seu amor

Alma gémea da cantoria;

Dia 5 segue o Cantador

Para o lado de Maria.

 

Cantam junto lá no Céu,

Com Anjos em harmonia,

Enquanto o povo ilhéu

Os aplaude em sintonia.

 

Rosa Silva ("Azoriana")

Memorando ao Charrua

 

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