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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


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Vinte dias depois... (2010-06-06)

26.06.10 | Rosa Silva ("Azoriana")

"já não gosto de CHOCOLATES". Álamo Oliveira, 1999. (ver)

 

2010-06-26

 

Acabei, nesta data, de ler este tesouro literário. No fim, enxuguei as lágrimas teimosas da emoção e abracei o meu amor, sem comentários. Amaldiçoei a morte e desejei ficar abraçada ao meu amor, sem tempo e sem pensamentos.

 

Álamo é o meu escritor de eleição. Cada palavra, cada frase, parágrafo e páginas são autênticas pérolas que já não dispenso. Agora percebo o "já não gosto de chocolates" como uma arte extraordinária de uma verdade nua e crua ao redor da emigração.

 

Há uma parte do livro que li, reli e tornei a ler, deixando um sinal para facilmente lá voltar. Não pedi autorização ao seu autor mas julgo que não me condenará se a destacar neste artigo, com os devidos créditos:

 

(...) "Como gostaria de voltar a ver aquela pequena cidade sumida no meio de árvore, as suas casinhas pintadas da mesma cor e a sua igreja que, pomposamente, guardava a imagem da Senhora dos Milagres. Durante três dias, Gustine transformava-se no centro do mundo, a Serreta da Terceira em faz de conta. Ali, afluíam os ilhéus de toda a Califórnia, arrastados por uma devoção de réplica, travestidos da saudade dos ares nevoentos da Serreta, ouvindo sinos em repiques festivos, ladaínhas em latim, gentes pagando as promessas da aflição, emigrantes sortudos que viviam a festa real, o ar aromatizado pelo incenso das faias, das belas-donas, pelas alcatras, pela massa sovada e a Senhora dos Milagres, muito pequenina, cada vez mais milagrosa e rica, muito prezada com cordões de oiro, no seu andor forrado de flores, passeando no caminho sobre um tapete de pétalas, verduras e farelo de madeira. Seguiam-na as filarmónicas da ilha, com seu músicos fardados a rigor, interpretando o "Salvé, nobre Padroeira", enquanto os foguetes, estalando no céu, provocavam o berreiro dos anjinhos e cheiravam a dinheiro queimado. Os milagres da Senhora eram pagos piedosa e monetariamente, ficando os votos cumpridos na tourada do pico, pejado de mil cores, onde a bravura do toiro era confrontada com a coragem do capinha, o amor resistia às arrefiadelas do caipora e a amizade era bebida num copo de vinho na tasca. "Nossa Senhora dos Milagres, rogai por nós!""

 

In páginas 106 e 107 do livro "já não gosto de CHOCOLATES", de Álamo Oliveira, que me foi enviado junto com uma bonita colecção que me veio encher de contentamento. Ele acabou por saber da minha ânsia em possuir uma mão cheia de livros com a perfeição literária do meu "vizinho" do Raminho. E mais não sei escrever a quem tanto o sabe fazer, apenas AGRADECER emocionada. Obrigada!

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