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Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(767 até agora)

Motivo para escrever:
Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

**********


Louvo Pedro Neves, do SAPO

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 03.11.17

Muito bom dia, tarde ou noite!

Espero que estas linhas o vão encontrar de boa saúde. Mesmo sem saber sua filiação, residência, habilitações académicas e profissionais, estado civil, e todas essas identidades pessoais, sei que é fã de corrida, bibliotecas e blogs. Quem não conhece Pedro Neves nem que seja pela Ajuda de Blogs e interesse por quem está inscrito no maior Serviço de Apontadores Portugueses?!

Nesta data, sexta-feira, 3 de novembro do ano de 2017, dia de aniversário da minha querida irmã, lembrei-me de si e de todo o seu zelo e dedicação a uma causa que é de todos os que lançam dedos às teclas e vão lançando obra para o mundo virtual que até tem permissão para ser real. Foi o meu caso. Em 2 de abril de 2011 lancei o meu primeiro livro graças à inspiração que fui tendo e à cortesia dos Blogs do SAPO. Muito obrigada amigo!

Quem sabe me responderá a esta cartinha eletrónica e até me confidenciará se tem família, se conhece as ilhas dos Açores, se do que eu vou escrevendo lhe dá vontade de conhecer a ilha lilás: a Terceira de Jesus, das Festas e das Touradas!

Caro Pedro, sei que não tem tempo a perder mas antes que a vida se nos aparte quero deixar-lhe a minha homenagem por tudo junto, pela sua atenção, sorriso e colaboração.

Um grande abraço da

Rosa Silva ("Azoriana")

Louvo Pedro Neves

Com enorme gratidão
Porque grata eu estou
Recebe com satisfação
O verso que ora te dou.

Destaco com emoção,
Emotiva também sou,
E com toda a prontidão
Eis o que mente brotou.

Seja esta hora feliz
Com a rima de raiz
Para bordar de carinho.

Pedro e SAPO tudo junto
Tecem um belo conjunto
Como a uva e o vinho!

Rosa Silva ("Azoriana")

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A matança do porco

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 03.11.17

Na freguesia da Serreta, e do que lembro da nossa casa, a matança do porco era a maior folia do ano e a abundância no lar. Daquele porco, alimentado com as chamadas "lavagens" (restos de comida e alguma farinha à mistura), milho, etc., tinha-se o produto para sustentar a família.

Convidava-se a família e parentes acostumados a essas grandes manobras e a casa ficava numa alegria nesse dia.

Minha mãe e minha avó escondiam-se na hora da faca fazer o último suspiro do bicho. Eu é que era chamada para aparar o líquido vermelho no alguidar com sal no fundo. Eu ia mas confesso que me arrepiava um pouco, não fosse o bicho revoltar-se e atingir-me em cheio. Claro que isso não era permitido porque os braços robustos dos homens o aguentavam fortemente em cima do banco de madeira feito pelo meu pai, que era também o marchante.

Depois era a tarefa divertida do lavar as tripas do porco, cuja bexiga depois de relativamente limpa, se enchia como um balão para servir para a "canalha" jogar. O rabo do porco era a mascote para pendurar na traseira do marchante. A graça era ele nem desconfiar que ele lá estava para fazer a risada geral.

Ainda havia tempo para a vizinhança convidada vir ver o toucinho do porco dependurado no tirante, de cabeça para baixo, ao contrário do que se faz na ilha do Pico.

Bolachas, biscoitos, anis, licores, aguardente, vinho abafado e, por vezes, algum bolo faziam as delícias dos convivas e da mesa um perfume apetecível inundava as nossas narinas que também tinham outros odores mais fortes e próprios daquela tarefa de todos.

Torresmos de toucinho, de carne, morcela, sarapatel, enchiam as mesas no próprio dia e no seguinte. Adorava quando a minha madrinha do batismo, Maria das Neves, me deixava fazer a réplica pequenina do lume de lenha, onde eu colocava uma lata de atum vazia com um torresminho a derreter, como que a imitar a sua árdua e boa tarefa: derreter os torresmos temperados à sua maneira e com uma dose de leite para que os torresmos ficassem dourados, bem ao gosto da minha avó materna.

Saudades?! Talvez. Não tanto de manusear as carnes mas de ter a família mais chegada junta na nossa casa e viver toda a euforia que eu própria tinha e transbordava.

Vou terminar este pequeno historial porque já sinto uma lágrima a querer rolar-me no rosto. Só queria voltar atrás por um dia: o dia de todos felizes como santos.

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Linda Mãe, que eu adoro!

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 31.10.17

Linda Mãe, que eu adoro
E tantas vezes imploro
Pela sua proteção.
És a nossa padroeira
Altar da ilha Terceira
Pela grande devoção.

É pilar da oração
Do nosso mundo cristão
Um apelo à romaria.
Mais um ano aí vem
Para festejar a Mãe
A simples Virgem Maria.

Património religioso
É um museu poderoso
Que importa relembrar.
E também o emigrante
Que ora mesmo distante
Com gosto a colaborar.

Outrora era o angrense
Que em terreno serretense
Lhe fazia a festa toda.
Ande o povo por onde andar
À Serreta vai cantar
E com pouco faz a boda.

Rosa Silva ("Azoriana")

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RVA Rádio Voz dos Açores

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 30.10.17

Já fui à "Hora da Serra"
E à "Beleza da Ilha"
Ambos querem bem à terra
Por isso fazem partilha.

José Gabriel Oliveira
E Norberto Messias
Dão as honras à Terceira
E criam mais alegrias.

Da Rádio já vos confesso
Que o meu gosto é bem grande
Voz dos Açores é progresso
Como o sol já se expande.

Quero aos dois agradecer
Bem como ao produtor
Que nos dá a conhecer
Tudo o que faz com valor.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Ter um dom

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 27.10.17

É tudo o que me importa...
Uma graça especial
Que para muitos é banal
Muda quando bate à porta.

Ter um dom que se reporta
Ao verso original
Com a rima natural
Que a voz também recorta.

Eu amo mais do que devo
O verso que eu escrevo
Com o teclado na mão.

Vai quase sempre em direto
Este dom que é um afeto
E me dá satisfação.

Rosa Silva ("Azoriana")

Escrito numa sexta-feira chuvosa e de medo de trovoada...

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Mais sobre mim

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Os escritos são laços que
nos unem na simplicidade
do sonho... São momentos!
Rosa Silva ("Azoriana")

DATA DA CRIAÇÃO
09/04/2004

A curiosidade aliada à
necessidade criou
o 1º artigo e continuou...
15 ANOS
2019/04/09


Não há rima para o tempo
Mas o tempo é uma rima
Que serve de passatempo
A quem o tempo estima.

in DI Domingo. Foto de António Araújo

SELO
Azoriana/Açoriana
Azoriana/Açoriana
@ 2004 etc.

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VISITAS
Até 2015/03/30 tinha um total de 537.867 visitas.
Doravante estatísticas in SAPO
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Canal nº 855035 - Azoriana no MEO Kanal



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Naturalidade:

Neste espaço residem pequenos fragmentos da alma serretense.
Um residente classificou-a como sendo fresca no clima e quente na hospitalidade. É, sem dúvida, uma freguesia fresca, pequena mas com uma grande alma.

É um "Cantinho do Céu", como a autora lhe chamou num dos seus artigos publicados.
Sob o pseudónimo de Cidália Miravento e na capa de "Azoriana", Rosa Silva vai reunindo coisas suas e de outros no intuito de divulgar a freguesia que lhe deu berço - SERRETA.

Bem-vindo à Serreta, a freguesia de Nossa Senhora dos Milagres desde 1/1/1862, do concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira - Açores.




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