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Açoriana - Azoriana - terceirense das rimas

Os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho... São momentos! - Rosa Silva (Azoriana). Criado a 09/04/2004. Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores. A curiosidade aliada à necessidade criou o 1

Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(940...pausa... 981)

Motivo para escrever:

Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Com os melhores agradecimentos pelas:

1. Entrevista a 2 de abril in "Kanal ilha 3"



2. Entrevista a 5 de dezembro in "Kanal das Doze"



3. Entrevista a 18 de novembro 2023 in "Kanal Açor"


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Serreta com 150 anos de História. Breve apontamento

06.01.13 | Rosa Silva ("Azoriana")

Vários autores, como o Pe. Jerónimo Emiliano de Andrade, Francisco Ferreira Drumond, Luís da Silva Ribeiro e Pedro de Merelim referiram-se ao historial da Serreta e à sua Senhora dos Milagres. Alguns atribuem o início deste culto popular ao séc. XVI, outros aludem o ano de 1690.

Isidro Fagundes Machado (*1651 +1701), sacerdote católico e eremita, foi o fundador do culto da Senhora dos Milagres da Serreta, que associado aos novos critérios de higiene que faziam aconselháveis os ares de montanha, levou a que a região se afirmasse como zona de veraneio e de cura de ares para a aristocracia angrense, atraindo mais povoadores e fixando gente propagando a devoção mas mudando para a paróquia das Doze Ribeiras.

Em 10 de setembro de 1842, a imagem foi novamente mudada da freguesia das Doze Ribeiras para o curato da Serreta e a primeira missa foi presidida pelo cónego Manuel Correia de Ávila. Com as peregrinações, com a primeira festa com toiros bravos a acontecer na segunda-feira, 10 de setembro de 1849, seguiram-se festividades de muita afluência populacional até à atualidade.

O bispo de Angra, D. frei Estêvão de Jesus Maria, por provisão de 24 de dezembro de 1861, promoveu a freguesia de Nossa Senhora dos Milagres. Assumiu o múnus de vigário da nova freguesia o reverendo José Bernardo Corvelo, até ali cura do lugar. A criação da freguesia e paróquia teve início em 1 de janeiro de 1862, com decreto do rei D. Pedro V de Portugal datado de 16 de outubro de 1861 e contou com o apoio do então secretário-geral, no exercício de governador civil, Jácome de Bruges e da Edilidade que muito se interessaram por esta elevação da Serreta, incorporando a Fajã, que foi desligada da paróquia dos Altares, até ao Penedo além da Ribeira das Catorze, “por ter para isso as proporções necessárias, com grande população, boa igreja para servir de matriz, excelente passal para residência do vigário, grande abundância de água, vastidão e fertilidade de terreno, e ser um lugar mui distante da freguesia de S. Jorge das Doze Ribeiras”, conforme acórdão de 3 de abril de 1861, com parecer positivo da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, enviado à consideração régia.

Em 19 de abril de 1895 foi o lançamento da primeira pedra de nova igreja, em solenidade presidida pelo bispo D. Francisco José Ribeiro Vieira e Brito, no lado oposto ao império do Divino Espírito Santo, cuja obra teve a duração de doze anos. Em 31 de agosto de 1907, sábado, em cerimónia, foi aberta ao culto com o Pe. José Leal da Silva Furtado (Serviu de setembro/1906 a dezembro/1925).

A 6 de maio de 2006 o Templo recebeu o estatuto canónico de Santuário Diocesano de Nossa Senhora dos Milagres, por decisão do bispo de Angra, D. António de Sousa Braga e com cerimónia no dia seguinte. É Reitor do Santuário o pároco Manuel Carlos Sousa Alves.

Outros pontos de destaque na freguesia são principalmente o Miradouro da Ponta do Queimado, o Império do Espírito Santo, a Sociedade Filarmónica Recreio Serretense (desde 4 de dezembro de 1873, com estatutos aprovados em 31 de agosto de 1935), as forças vivas e o património natural: Mata da Serreta, a Lagoinha, o Pico da Serreta e toda a natureza que revigora no verão com o colorido humano.

Por tudo isto apetece-me mimar a airosa Serreta com umas quadras:

Serreta, serra pequena,
Uma flor posta no altar
Um lírio na paz serena
Que borda cada olhar.

A Serreta vos convida
Com a maior alegria
À Festa que dá guarida
A quem ama a freguesia.

Freguesia de louvores,
De fé e grande devoção,
Da Terceira dos Açores
Santuário de Oração.

Dos Milagres, Nossa Senhora,
Por tantos é visitada;
Humilde na sua aurora
Pelos devotos amada!

Rosa Silva (“Azoriana”). 09/2012