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Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(767 até agora)

Motivo para escrever:
Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

**********


Serreta linda

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 02.02.19

Serreta silhueta

Serreta linda Serreta
Cantinho que vejo bem
Bonita é de silhueta
A torre da nossa Mãe.

No centro reúne a fé
A chave de um soneto
No meio já estive ao pé
Do simbólico coreto.

Do coreto ora pequeno
Para o tamanho da Banda
A ele ainda aceno
Lembra-me pai que comanda.

Ó imagem de valor
Império doce oração;
Santuário de Amor,
Da Mãe do berço cristão.

02/02/2019
Rosa Silva ("Azoriana")

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Santo quadro

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 23.01.19

Santuário da Serreta
(imagem de perfil no Facebook)

Ó Mãe que olhas por nós
Com a paz do teu sorriso
Silencio a minha voz
Para Te dar improviso.

Ó Mãe querida do povo
Que ruma ao Santuário
Com alegria eu louvo
Os Milagres do Rosário.

Eu gosto tanto de ver
A Tua serenidade
Muito quero agradecer
Tua Luz e Santidade.

Ave ó cheia de Graça
Senhora do caminhante
Tua vontade se faça
Ao de perto e ao distante.

Terça-feira, 22 de janeiro de 2019

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Recordando os primórdios da festa serretense

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 05.09.17

(...) O historiador terceirense Ferreira Drumond, baseado numa tradição oral, refere que a ida da imagem de Nossa Senhora dos Milagres para a Serreta se deve a um sacerdote de nome Isidro Machado que se refugiou neste extremo ocidental da ilha e construiu uma pequena ermida colocando lá a imagem de Nossa Senhora com o Menino ao colo. Por morte do padre, a imagem foi recolhida na igreja paroquial de então, a Igreja das Doze Ribeiras. A devoção popular pela Nossa Senhora dos Milagres está ligada a fases cruciais da história terceirense. Por exemplo o século XVIII, quando Portugal se viu envolvido na guerra entre a França e a Espanha contra Inglaterra. Encontrando-se a ilha Terceira “desprovida de fortificações e pouco defensável”, as autoridades militares e civis ao depararem com a imagem de Nossa Senhora dos Milagres, na Igreja das Doze Ribeiras, formularam um voto de se “tornarem seus escravos e promoverem-lhe festa anual se a ilha não sofresse qualquer investida inimiga. E porque assim sucedeu se firmou o voto, subscrito pelos principais cavalheiros militares e eclesiásticos, autoridades e algumas damas de fé”.

A primeira festa foi celebrada a 11 de setembro de 1764, altura da fundação da Irmandade dos Escravos de Nossa Senhora, mas a sua realização não foi continua. Só a partir de 1842, altura em que foi construída a igreja paroquial da Serreta e elevada a paróquia 20 anos depois
(1/1/1862), a Festa foi ganhando novos contornos atraindo muitos angrenses. Desde então a festa realiza-se todos os anos.

Em apenas três dias chegam ao santuário cerca de oito mil peregrinos, fora os que anualmente visitam este templo, elevado há 10 anos anos,
(7/5/2006) ao estatuto de Santuário Diocesano, por D. António de Sousa Braga.

O primeiro desafio é acolher e escutar os peregrinos; depois evangelizar e disponibilizar os sacramentos confiados por Cristo à Igreja aos que os procuram.

Esta festa está também associada a outra de cariz mais popular conhecida como a Segunda Feira da Serreta
(10/9/1849), que atrai centenas de famílias para um pic nic. À semelhança de outros anos, o Governo Regional dos Açores concede tolerância de ponto aos funcionários da Administração Pública Regional, cujos serviços estão sediados na Terceira, por ocasião da tradicional festa da Segunda-feira da Serreta.

O despacho assinado por Vasco Cordeiro salienta “a importância de que o evento se reveste para a população da ilha Terceira e que se traduz numa grande adesão e participação nas manifestações que se realizam naquela data”.


Fonte: AzoresToday.

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Um artigo digno de se ler e assimilar - João Rocha escreve...

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 05.09.17

Transcrevo na íntegra o conteúdo do artigo de João Rocha, in Diário Insular de 5/9/2017:

DIVAGAR DEVAGAR

João Rocha

Pelos trilhos da fé

"Crença absoluta na existência de certo facto; convicção íntima; fidelidade à palavra dada; lealdade; primeira das virtudes teologais, graça à qual acreditamos nas verdades reveladas por Deus; crédito; confiança; prova; religião; adesão aos dogmas de uma doutrina religiosa considerada revelada". A definição é retirada do dicionário e retrata, fielmente, a amplitude de significados que o substantivo feminino fé representa. A palavra, de duas letras e uma só sílaba, é tudo o que vem no dicionário e todo o mais que não se pode reproduzir em...palavras.

A fé não se lê. Vive-se. Como é que se prova isso em palavras? Não se prova.

Escrever sobre fé é entrar num labirinto de emoções que jamais encontrariam eco nas páginas de um jornal.

Mas este labirinto não acarreta nada de negativo consigo. O labirinto, aliás, está cheio de trilhos de fé. Pode-se ir pela direita, esquerda, centro ou fazer inversão de marcha que a bússola da fé acabará sempre por nos dar os pontos cardeais de que necessitamos. Os suportes da crença ou os justificativos para apelar à fé devem ficar, sempre, no reduto exclusivo da nossa intimidade. Não há fés mais fracas ou fortes - há a fé.

As manifestações da fé tanto podem ser pessoais ou coletivas.

Se não fosse a fé, como viveríamos? É melhor nem fazer o exercício especulativo. É a fé que nos transmite as forças suficientes para movermos as montanhas que dão guarida aos vales que servem de âncora à paz almejada por todos.

A fé faz-se em silêncio, caminhando, orando e, acima de tudo, vivendo.

Não se explica, porque nem deve ser questionável.

A Nossa Senhora dos Milagres representa a maior peregrinação terceirense - a segunda mais importante diz respeito a Santo Amaro, que se celebra a 15 de Janeiro.

Os devotos são oriundos de todos os pontos da ilha, caminhando rumo à Serreta isoladamente ou em grupo a qualquer hora do dia ou da noite.

Como habitualmente, irei na próxima 6ª feira como peregrino à Serreta. Os motivos ficam entre mim e a Nossa Senhora dos Milagres. Uma questão de fé. Graças a Deus!

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II SÉRIE Nº 164 SEXTA-FEIRA, 1 DE SETEMBRO DE 2017

PRESIDÊNCIA DO GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES GABINETE DE EDIÇÃO DO JORNAL OFICIAL HTTP://JO.AZORES.GOV.PT GEJO@AZORES.GOV.PT

Presidência do Governo

Despacho n.º 1769/2017 de 1 de setembro de 2017

Considerando que, no próximo dia 11 de setembro, tem lugar a tradicional festa da segunda-feira da Serreta, no Concelho de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira;

Considerando a importância de que aquele evento se reveste para a população local, que se traduz numa grande adesão e participação nas manifestações que naquela data se realizam;

Considerando, ainda, que é habitual a concessão de tolerância de ponto no referido dia, para os trabalhadores dos serviços públicos regionais da Ilha Terceira.

Assim, nos termos das alíneas b) e j) do n.º 1 do artigo 90.º do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, e ao abrigo das competências conferidas pelo n.º 4 do artigo 5.º do Decreto Regulamentar Regional n.º 9/2016/A, de 21 de novembro, determino o seguinte:

1 - É concedida tolerância de ponto, no dia 11 de setembro de 2017, segunda-feira da Serreta, aos trabalhadores da Administração Pública Regional dos Açores cujos serviços estejam sediados na Ilha Terceira.

2 - O presente despacho produz efeitos à data da sua assinatura.

31 de agosto de 2017. - O Presidente do Governo Regional, Vasco Ilídio Alves Cordeiro.

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Os escritos são laços que
nos unem na simplicidade
do sonho... São momentos!
Rosa Silva ("Azoriana")

DATA DA CRIAÇÃO
09/04/2004

A curiosidade aliada à
necessidade criou
o 1º artigo e continuou...
15 ANOS
2019/04/09


Não há rima para o tempo
Mas o tempo é uma rima
Que serve de passatempo
A quem o tempo estima.

in DI Domingo. Foto de António Araújo

SELO
Azoriana/Açoriana
Azoriana/Açoriana
@ 2004 etc.

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Naturalidade:

Neste espaço residem pequenos fragmentos da alma serretense.
Um residente classificou-a como sendo fresca no clima e quente na hospitalidade. É, sem dúvida, uma freguesia fresca, pequena mas com uma grande alma.

É um "Cantinho do Céu", como a autora lhe chamou num dos seus artigos publicados.
Sob o pseudónimo de Cidália Miravento e na capa de "Azoriana", Rosa Silva vai reunindo coisas suas e de outros no intuito de divulgar a freguesia que lhe deu berço - SERRETA.

Bem-vindo à Serreta, a freguesia de Nossa Senhora dos Milagres desde 1/1/1862, do concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira - Açores.




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