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Criações de Rosa Silva e outrem; listagem de títulos

Em Criações de Rosa Silva e outrem

Histórico de listagem de títulos,
de sonetos/sonetilhos
(745 até agora)

Motivo para escrever:
Rimas são o meu solar
Com a bela estrela guia,
Minha onda a navegar
E parar eu não queria
O dia que as deixar
(Ninguém foge a esse dia)
Farão pois o meu lugar
Minha paz, minha alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")


Hoje deu-me para isto...

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 06.12.13

Boneca de trapos

 

Neste ano sou pequenina
Comi a sopa da panela
Bebi água cristalina...
Quero uma boneca bela.

 

De trapos e com um sorriso,
Que tenha a barriga cheia;
Mais fome não é preciso
Para não falhar a ideia.

 

Num embrulho todo em prata
Dentro talvez duma lata
Do leite de antigamente.

 

Juro que dela vou cuidar
E também vou estimar
O Natal do meu presente.

 

Rosa Silva ("Azoriana")

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Quando os títulos fazem prosa

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 17.10.13

Na prosa e na poesia me embrulho, quem diria?! São momentos de felicidade. São como bravos de coração na sombra de sol (à poeta). É a ilha das ilhas no palco de poesia onde a vida é bela (nem sempre).

 

Ó Mãe, doce Mãe! Vejo-te nas ondas do cais, nas flores do campo, no rosto da alma. E a ti, Angra - flor de lirismo: Canta, canta minha gente! És como amora (das rimas) no caderno das emoções, com o cheiro das colinas…

 

Terceira, eu te amo! Sejam os meus versos flores e não se olhe para trás, na encosta do teu peito, no coração de quem ama a chuva retilínea, o mar biscoitense, as vozes de ouro com a peregrina de devoção. Não há paixão como esta… Na visão camuflada da escuridão da alma há rescaldo do amor e da emoção a poucos passos dos pensamentos espontâneos. Hoje vs Amanhã a alma da ilha porque a ilha é pétala do desejo na vaga do coração, na saudade…

 

A luz pede: Fica um pouco. Ouve as baladas do coração nos desenhos de alma! Escuta: Saudades, quem as não tem?! Lê o caderno de trovas. Na ilha Terceira, Açores a lava poética faz-se de rimas do sentir ilhéu… e da Saudade, ai Saudade!

 

Açores, filhas do oceano porque há a ILHA, na vespertina vontade. Açores, miragem singular de paixão de amante, de um olhar de pastor… Às vezes, os sons do amanhecer trazem o mar da Terceira… Hoje deu-me para isto: trago o ontem e hoje quando digo: Eu te amo! Canto o fado em flor por Angra nobre donzela e pela Senhora do sol dourado, pelas senhoras da nossa ilha, com rimas minhas ao sabor do dia.

 

Ó querida ilha montanha, lindas ilhas do coração de alma aficionada, mas insisto: Ó Angra linda és… Ó minha querida Angra, cujos pensamentos vão para a educação, amor e trabalho…

 

Olho o mar. Na voz de berço que trago há surpresas de coração serretense num ramo de maio. Recordar é viver lembrando a homenagem aos filhos que tratam as mães… Dá saudade e quero fazer para ter e ser (porque a morte é vida que não vês).

 

Eu sou da Terceira onde o cantar é um prazer de pensamentos rimados num hino à nossa gente: Terceirenses! Sóis lírios da alma, numa ilha bordada de tradição. O perfume das cantigas na recordação para a vida!

 

Eu tenho que vos escrever… Sou terceirense das rimas, na palavra, nos versos de fino trato com o mar à cabeceira num desenho de chuva. É um tanto de ti que passa por mim… É magia do Carnaval por entre uma janela virada pró mar! E quero cantar o berço das ilhas dos Açores na clave de rimas com vida.

 

Os Biscoitos, corpo de lava, dão-me rimas de opinião pela Terceira ilha de encanto e dão-me rimas do coração, dias a fio… de corrupio. E num dia mais-que-cinzento canta-me a felicidade pla Rosa das rimas (assim me chamam). E canto os Bravos da Carreirinha onde o teu sorriso ‘inda floresce numa vida de maresias… O antes e o depois e canto ao vinho. Palavras são sementes de flor da rima numa corrente de amor na noite da cantoria sob a balada de brisa onde quero ser para dar.

 

Angra, sereia ao luar das minhas flores com alma - Da Azoriana - que vos diz: Trago flores no coração, um palco de fotografias, uma paisagem serretense e as rimas.

 

Açores, nove aguarelas com raízes de valor, nos braços do luar pelos palcos de alegria. E a Estrela da Romaria dá carícia quando estou pensando e improvisando à minha maneira pelas estrelas da cantoria.

 

Angra nas torres de emoção com canto à solta, com paixões e um sol de sorrisos… Sou Azoriana de coração por Angra festiva. Que saudades me fazem tecer a alma de cantadeira no canto à mãe e nas recordações… Recordações quem não as tem?!

 

Rosa Silva (“Azoriana”)

 

Nota: Prosa tecida praticamente só com os títulos de alguns dos artigos que compõem a minha coletânea intitulada - Recheio de rimas. Muitas das vezes escrevo para me abstrair duma realidade que dá cabo de mim, dos que me rodeiam e do povo que tanto trabalhou para bem viver e acaba por nada ter. É triste, muito triste. Pensem nisso, pensem bem sobretudo os filhos que estão governando e tiveram pais e avós trabalhando para hoje eles serem o que deviam ser e não são.

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Comentário recebido por email, de José Fonseca de Sousa

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 19.11.12

Na continuação da consulta assídua ao seu blogue:  DESTACO E COMENTO

Poema "Folhas Brancas" - (Que Maravilha.....ponto final.)

Poema "Amor doce, doce Amor" - Só pode dar graças ao Divino quem tem o dom de poder transmitir e bem o amor que tem aos filhos em versos. (Que "inveja" eu tenho de si .....).

O poema que começa "Sempre que um raio de sol" - o título que eu lhe dava era: "Uma certa maneira de orar".

* Faça o favor de guardar estas preciosidades junto das que integram o embrião do livro "Recheio de Rimas", porque quem vai, futuramente, beneficiar é a Cultura Popular Açoriana.

Um grande e amigo abraço
José Fonseca de Sousa
Lisboa 19-11-12

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A reação de um bom ouvinte (a propósito do artigo anterior)

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 21.08.12

Como leitor assíduo no seu Blog vi a sua vontade de poder vir a presidir à Junta de Freguesia da Serreta e assim pergunto: porque não?

 

Para presidir em alguma coisa que seja de interesse pùblico e não só, alguns atributos são essenciais:

 

  • Honestidade
  • Vontade de exercer cidadania
  • Competência
  • Amor às origens (no caso concreto da Junta de Freguesia)

 

Honestidade é coisa que não lhe falta pelo que tenho visto, neste curto tempo que a conheço e pelo que pessoas bastante idóneas me dizem de si.

 

Vontade de exercer cidadania em prol dos outros, basta para isso estar atento ao seu blog e ver as causas que vai defendendo com as suas intervenções quer em prosa quer em verso.

 

Competência, mesmo que ela não seja absoluta, com a escola da vida e com a experiência que se vai adquirindo, a competência revela-se não por título atribuído, mas pela capacidade demonstrada na boa resolução dos problemas que nos vão surgindo dia a dia.

 

 

 Amor às origens, quem ler o seu livro “Serreta na Intimidade “ e consultar no seu Blog “ Recheio de Rimas”, com poucas ou nenhumas dúvidas fica em relação ao amor e fidelidade que tem para com a sua terra natal a Serreta.

 

Como vê, embora longe, existe alguém que a ouve.

 

Lisboa 21-08-2012

 

José Fonseca de Sousa

 

(amigo incondicional dos Açores)

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Recheio de rimas. Nota da autora

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 08.08.12

Normalmente, um livro que se recheia com a inspiração de uns tantos dias claros ou escuros é lido da frente para trás… No meu caso, digo, no caso do Recheio de rimas pode ler-se de trás para a frente porque o “copy & paste”, isto é, a cópia e a colagem, foram feitas por ordem decrescente, da frente para trás, pela data da criação e/ou publicação.

Nem sempre as datas que se veem são concordantes com os momentos da criação, que não tem hora marcada, surgem e pronto. Se não as assentar, voam como gaivotas planando por sobre um mar de azeite.

Depois de um arranjo simples, dou por mim com duzentas folhas de escritos alinhados conforme o meu apetite, sem contar com as primeiras relativas à listagem do conteúdo que não obedeceu a ordem temática nem alfabética, mas sim, à ordem sequencial de datas do post ou artigo do blog Azoriana / Açoriana, incluindo outros sítios onde a minha aparição se faz.

Às vezes, pergunto-me: - Porquê tanta letrinha? Porquê tanta hora dada e tirada a outras visões que não um monitor de computador? A resposta é balbuciada no meu íntimo: - Nunca te arrependas do que fizeres pela FLOR DA RIMA. Podia ter sido este o título da segunda coletânea cuja assinatura tem os meus retalhos… Talvez… Mas, repentinamente, o título que me ocorreu primeiro foi o Recheio de rimas porque é disso mesmo que se trata toda a envolvência da minha pessoa… Parece que o meu interior está possuído por um vício bom que se ganha após uma caminhada longa pelos ares da inspiração.

Apetece-me, neste momento, gritar alto, muito alto: - Tenho mais um livro a jeito de beijar-lhe as páginas à chegada!

Pode nem haver partida, chegada ou outro qualquer movimento palpável… Mas consegui, por minhas próprias capacidades, estruturar algo que estava disperso pelos “html” de um “vício” diário, ou quase… “Tenho mais um livro!” Pensado, meio organizado, sem prefácio, sem capítulos, sem mais explicações que não as do conteúdo e já é muito, dirão alguns.

Autobiografia, à família e aos amigos, a gentes e locais, pensamentos, recordações, aniversários, símbolos, Cantoria e Pezinho, alguns sonetos e sonetilhos e outras dádivas, são o ramalhete temático que prolifera ao longo de duzentas páginas, com aproximadamente 320 títulos, em índice, exceto – A ilha de alvorada, que, por lapso (ou de propósito?!), apenas conta na pág. 189/190, cuja publicação em blog faz dois anos, amanhã (9 de agosto).

Não é à toa que a palavra “amor” prolifera umas quantas vezes em tudo o que escrevo. Eu amo tudo isto e a quem me acompanha e me ajuda em tantas tarefas. Realço a primeira e última quadra daquele conjunto:

 

A ilha toda se junta
Quando toca um louvor
E de belos versos unta
A mensagem do amor

(…)

A cultura popular
Com glórias açorianas
Para sempre vai andar
Nos pilares das semanas.

 

Por fim, lembro que tudo isto foi conseguido exatamente a um mês daquela que será a festa maior do ano, olhando à conta bonita de aniversário. De oito de agosto de 2012 até oito de setembro p.f. conto exatamente trinta dias, de ponta a ponta. Mas foi a 22/03/2012, que na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, na Horta, foi aprovado, por unanimidade, um Voto de Saudação pelos 150 anos da elevação da Freguesia da Serreta, concelho de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira. Graças à conclusão da recolha de artigos para coletânea e a uma pesquisa momentânea é que dei por este grandioso Voto, que podemos ler na íntegra na página oficial… Bem-haja! [Pausa].

O que terei publicado no dia oito de agosto de 2011? E no dia oito de setembro de 2011? [Pausa] No não encontrei nada publicado. No tinha publicado três artigos. Um referia-se ao programa da festa de 2011, o outro sobre uma triste notícia e, por fim, uma dedicatória à Associação Grupo de Jovens Arcanjos da Vila das Lajes da ilha Terceira. Voltei a ler e pasmo de espanto com o que eu própria vou escrevendo à luz da inspiração que chega como lava quente:

(…)

Grupo de Jovens Arcanjos
Das Lajes, ilha Terceira,
Fazem da Fé seus arranjos
Com beleza pioneira.
São as "Flores de Maria"
Do Arcanjo São Miguel
São felizes na Romaria
Mensageiros de alma fiel.

 

E agora, um aparte, em surdina:

 

Tanta coisa que se diz,
Entre tantas que se fazem
Quem honra a sua raiz
Em vida algumas jazem.

Que não morra o que escrevo
Em tábuas sem pergaminho
Por todo o meu enlevo,
Já tive tanto carinho.

Foi gente de cá e de lá
Entre lágrimas e sorrisos,
Que abraço desde já
Entre rimas e improvisos.

E se a palavra AMOR
Anda numa roda-viva
Louvado seja Bom Senhor
Que me deu fonte ativa.

Quando não souberes de mim,
Quando me fizer calada,
Quando morrer meu jardim
Sem eu puder fazer nada…
Leva um beijo de alfenim
Para a última morada.

Lembra-te que muito amei,
Pequei e fui ultrajada;
Em tudo o que fiz e dei
Fui por rima temperada;
Se fizeres alguma lei
Seja ante o fim da estrada.

Rosa Silva (“Azoriana”)

 

E olhem só para isto que recebi (Adorei! Obrigada.):

 

Boa noite ó dona Rosa
Do roseiral da Terceira
És uma planta assombrosa
Por cima de uma oliveira.


António Oliveira (Mintoco)

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Os escritos são laços que
nos unem na simplicidade
do sonho... São momentos!
Rosa Silva ("Azoriana")
DATA DA CRIAÇÃO
09/04/2004

A curiosidade aliada à
necessidade criou
o 1º artigo e continuou...
DEZ ANOS
2014/04/09

Não há rima para o tempo
Mas o tempo é uma rima
Que serve de passatempo
A quem o tempo estima.


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