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Título de livro não editado: Assim de repente
Arquivo in: “Meo Cloud”
Mote: Imagem e letras (Num rosto de tom salgado)
Autora: Rosa Silva (“Azoriana”)

 

Num rosto de tom salgado
Pela vida de maresia
Entre um tom desbotado
Que só alegra a poesia.

Num rosto de olhar marcado
P'la serra da freguesia
Onde o meu ser foi criado
Entre regaços de alegria.

Quero com isto dizer
Que o que pode aparecer
Nem assim é tão perfeito.

Trago ondas de amargura
Misturadas com doçura
Que me ardem ao meu jeito.

 

Título de livro não editado: Sentir de ilhoa
Subtítulo: Entre sorrisos e amargura in Azoriana Blogue
Arquivo in: “Meo Cloud”
Mote: Há de haver
Autora: Rosa Silva (“Azoriana”)

 

Há de haver quem me defenda
No augusto chão nublado;
Entre a rima sem emenda
Tudo foi por mim criado.

Há de haver quem me entenda
Desde o berço embalado
No quarto da minha senda
Para ser depois rimado.

Há serões e há nascentes
De comparsas linhas loucas
Que a voar não ficam ocas.

Há amizades crescentes
Em cada quadra que vai
P’la minha mãe e meu pai.

 

Título de livro não editado: Sentir de ilhoa
Subtítulo: Entre sorrisos e amarguras no cantinho serretense – Serreta documentário
Arquivo in: ISSUU Publications
Soneto in livro editado: Serreta na intimidade
Mote: Página pessoal sobre a freguesia da SERRETA
Autora: Rosa Silva (“Azoriana”)

 

Em ti, nesse teu ventre tão contente,
sonhei. Sou filha dum amor, primeiro.
Do céu, nem esse denso nevoeiro
sequer impediu um olhar, de frente.

Ali, meu ser até esteve presente.
Sim! No terreno alto sobranceiro
serena ao mar o vulcão desordeiro
que tanto agoniou esta gente.

Gritou mas agora ficou calado;
Dorme nesse soninho sossegado
porque a ninguém quer incomodar...

Brilha! Minha linda terra natal
e que não te suceda algum mal.
Canto a Serreta... Tu foste o meu lar!

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Terra minha

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 18.04.16

Quando eu for a sepultar
Só a terra vai ser fria
Vou continuar a amar
Quem me deu mais alegria.

A terra vim povoar,
E a terra é que nos cria.
Do mar só pude avistar,
Dele veio meu pai um dia.

Terra e Mar são ascendentes
Porque são os meus parentes
E deles eu não me arredo.

Nessa Terra que era minha
Mora também a estrelinha
Meu rosário e meu Credo!

Rosa Silva ("Azoriana")

Lagoínha da Serreta

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Praia da Terceira (inédito)

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 27.09.15

A baía é um abraço
Da Praia a quem visita
Um oásis no regaço
E cada vez mais bonita.

Uma visita fez à Praia
Fonseca e D. Guiomar
Que mais visitas atraia
O amor ao nosso mar.

Este mar que aconchega
A maré da amizade
Para mim é uma achega
Para quem vem à cidade.

Ó Praia de Santa Cruz
De valores sem igual
És da ilha de Jesus
És facho de Portugal.

Rosa Silva ("Azoriana")

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Outros instantâneos do dia 25 de setembro

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 25.09.15

Por amizade

Cumprimento o meu amigo
Que já está no seu cantinho
Só resta dizer que o sigo
Com elevado carinho.

À vista daquele Coreto
Fiquei na mira da gente
Sei agora onde me meto
Na Festa daqui pra frente.

Junto com três elementos
Quatro na totalidade
Teremos de ter proventos
Pra maior festividade.

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Não falte e quanta queira
Pois o mote da saudade
Há de encher nossa Terceira.

Podem vir “filhos” da terra
Que aqui tiveram luz
No vale da pequena serra
Desta ilha de Jesus.

O que agora me compete
É pedir quem nos ajuda?
Nesta hora se remete
Um pedido que nos acuda.

Sempre que alguém quiser
Enviar seu contributo
Tenha em mira esta mulher
Grão-a-grão venha seu fruto.

A família emigrante
Da Serreta freguesia
Mesmo estando distante
Tem amor e a mais-valia.

Sóis nosso elo bendito
Bendita a Virgem Maria
Quero o seu largo bonito
Como bonito é seu dia.

Setembro dois mil e seis
Começa a partir de agora
Sejam pobres ou sejam reis
Vossa graça nos decora.

UMA BÊNÇÃO

Quantas flores abençoadas
São pétalas de oração
Suas cores espalhadas
Adornam a Procissão.

Quantas mãos são calejadas
Em girassóis do Verão
P’los vizinhos partilhadas
No alindar deste chão.

Toda a gente ou quase toda
Se apresta, que bem lembro,
Na Festa que é de setembro.

Todos saem para a boda
Que de flores continua
A ser a bênção da rua.

Nossa Senhora dos Milagres da Serreta

Tu vieste ó Mãe clemente
Por terrenos sossegados
Até chegares ao poente
Chilreios esvoaçados.

Depois viste tanta gente
Com os pés tão calejados,
Por rumar a ocidente
Pelos Teus dotes sagrados.

É por Ti, doce Maria,
É por Teu imenso Amor
Que Te canto este louvor.

Ajuda-me e dá a guia
A toda a Humanidade
Prá visita da Saudade!

Artesão

De vimes secos fizeste
A cesta para o trabalho
E agora até me deste
Palavras para o que talho.

Talho versos enlaçados
Como enlaçavas o vime
Em serões que foram fados
Só pra quem o fado estime.

Agora vivo lembrando
Passagens de outras eras
Que meu pai me foi legando
Em cestinhos de quimeras.

Não aprendi seu ofício
Que levava a preceito
Mesmo tendo sacrifício
Era feito com seu jeito.

O Pão

É farinha, é fermento
E tantos nomes lhe dão
Canto o feliz alimento
Que baila de mão-em-mão.

É de água, papo-seco
Ou carcaça, ou de leite,
Só não consta do livreco
Pão com bolor por enfeite.

Massa doce, bem sovada,
Massa sovada popular
A rosquilha arredondada
É de igual paladar.

Pão de véspera, dormido,
Pão de sol, sabe a aurora,
Que graça eu ter comido
Ázimo que não como agora.

Vem o pão da padaria
Não do forno entre o lar
Ai que bom que me sabia
Ele saindo a escaldar.

Pão da alma e da vida,
Pão de Cristo Redentor;
Pão numa mesa sofrida
Sabe a pouco e tem valor.

Pão dos Homens, Pão de Deus,
E da pobre criatura;
Pão que se dá “Pamordês”
Tem sempre graça futura.

Pão do sonho, pão talhado
Com a forma do talento,
É no mundo admirado
É do povo o sustento.

Se não fosse o nosso chão
Que ao trigo deu franquia
Hoje a nossa Região
Ter mais pão até podia.

Mas o trigo importado
Cai na saca que tem fundo:
Pra muitos ele é sagrado
Para outros vagabundo.

Repara bem se puderes
Tu que tens bom pão na mesa
Reparte só quando deres
O pão à nossa pobreza.

Há o pão que não tem dono
Fica sempre “ao deus dará”;
Há quem o faz quando o sono
É de outros que não estão lá.

“Coma bem, viva melhor”
É um lema que eu sei;
A parte sempre maior
É Pão, cereal de lei.

Quem sabe talhar o pão
É feliz, eu sei que sim,
Põe na mesa, à refeição,
Pão nosso é um festim.

Rosa Silva ("Azoriana")

P.S. Artigo relacionado

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Mais sobre mim

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Os escritos são laços que
nos unem na simplicidade
do sonho... São momentos!
Rosa Silva ("Azoriana")
DATA DA CRIAÇÃO
09/04/2004

A curiosidade aliada à
necessidade criou
o 1º artigo e continuou...
DEZ ANOS
2014/04/09

Não há rima para o tempo
Mas o tempo é uma rima
Que serve de passatempo
A quem o tempo estima.


SELO
Azoriana/Açoriana Blog
Azoriana/Açoriana Blog
@ 2004 etc.
VISITAS
Até 2015/03/30 tinha um total de 537.867 visitas.
Doravante estatísticas in SAPO
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Canal nº 855035 – Azoriana no MEO Kanal



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