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Ao Jardim da Senhora

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 12.04.19



Quem embeleza a Senhora
Com perfume colorido
Merece ter seu florido
Coração que já não chora.

Quem olha ao ir embora
Para o Altar sem ruído
Por mais que tenha sofrido
O sorriso brilha agora.

Ó que Jardim fabuloso
De um Altar milagroso
Com a Virgem Mãe querida!

Jamais nos sai da ideia
Ver a Mãe de Casa cheia
De tão linda cor de Vida!

Rosa Silva ("Azoriana")

Foto de Pedro Ivo (2014)

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Um “adeus” à boca da Primavera

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 23.03.19

     Estamos a ver o mar inteiro, cavado a grosso, e tapando a ilha Graciosa com um véu envelhecido pelas rugas do vento. Aqui, onde sentimos o frio que pisa os ossos e o pingo do nariz é inevitável, traz-me a saudade de menina em correrias por atalhos e canadas obedecendo aos mandados dos pais.

     Hoje só restam relíquias que no passado brilhavam e eram os luxos de uma época feliz que parecia quieta e tão longe do meio século que tenho.

     O silêncio e o pó estão de mãos dadas amparando as paredes nuas e o chão sem sombra de passadas humanas. Só resta a lembrança das vozes e o lugar da mobília que, entretanto, pereceu como os donos da minha vida. Encontro pequenas recordações que me apego e levo comigo para alguém, depois de mim, encontrar (tal como eu) e lembrar-se que houve uma menina de usos e costumes de uma serra pequena (Serreta) com o sorriso do sol, vez em quando, para iluminar uma terra que me viu nascer numa tarde primaveril (de petas).

     Que não se esqueçam que fui feliz aos bocadinhos e tive o que merecia algumas vezes.

     …

     Visto da ilha Terceira
     S. Jorge parece lençol
     Escuro na cabeceira
     A meio amarelo de sol.

     ...

     Eu amo-te por me dares quem está aqui comigo a dar-me força para encarar o fim de uma meninice acabada. Adeus casa da mãe

     23 de março de 2019.

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Sociedade Filarmónica da Serreta. "Sábado Gordo"

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 02.03.19

Agora Sim, é CARNAVAL!

A "MALTA DA SERRETA"
Nesta hora se apronta
Para tirar da "gaveta"
O Safari que nos conta.

Agora me sinto "em casa"
Vos digo com muito gosto
Minha rima não se atrasa
Mesmo com chuva e sol-posto.

O salão está mui galante
Bela obra de quem fez
Viva o nosso e o emigrante
Povo que deu por sua vez.

Ó Serreta encantada
No altar de uma montanha
Com a Senhora amada
Com pouco tudo se ganha.

Meu troféu de alma crente,
Meu amor, rima doada,
Pelo meu povo ausente
Digo que estou consolada.

Como é lindo o Carnaval
Foi com ele que nasci:
Viva o grande Festival
Como o nosso nunca vi.

2/3/2019

Rosa Silva ("Azoriana")

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Flora da Serreta

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 28.02.19

Cachos azuis de afago
Recheiam pedras de lava
Hortênsias que não estrago...
No verso que se desbrava.

Frescas como num lago
Perfeitas que tanto amava
Também por elas é que trago
A Serreta que não me trava.

Azul, verdes, do meu encanto,
Pousam lindos com espanto,
No caminho de nascença.

Logo eu fico admirando
O que o meu chão vai dando...
A flora de paz imensa!

Rosa Silva ("Azoriana")

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Born land

por Rosa Silva ("Azoriana"), em 15.02.19

Serreta

Nasci no quarto virado ao mar que a seta indica, onde o sol me acenava antes de adormecer ao nível do horizonte, entre as ilhas S. Jorge e Pico, e mesmo em frente, a ilha Graciosa. Lugar pacato, verde, frio de Inverno e prazeiroso de Verão. Ótimo para olhar a estrada de mar com a "baixa" a rebentar espuma alva. Dá-me lembranças de estar na varanda silenciosamente a ouvir as melodias da natureza natal. Jamais será a mesma coisa. Ficam os retalhos vincados na mente de dias felizes e sem pressas... tudo era aquela hora, aquele dia entre a Terra e o Mar ao alcance do olhar e coração.

Mote (imagem da Serreta)

☆ A minha mãe era a Terra
O meu pai veio do Mar ☆
☆ Eu nasci perto da Serra
Que abençoou o meu Lar. ☆

Glosa

☆ A minha mãe era a Terra,
Com sofrimento mas bela,
Que ainda lá se encerra,
P'lo tanto que gostou dela.

Da Terra ela não sai...
☆ O meu pai veio do Mar;
Por ela mais que o meu pai
Gosto tanto de rimar.

Tanto que a rima me berra
Parece amor sem medida:
☆ Eu nasci perto da Serra,
Perto dela vi a vida.

Uma vida sem ter pressa
Deixei-a p'ra me enganar...
Tal Terra foi a promessa
Que abençoou o meu Lar. ☆

15/02/2019
Rosa Silva ("Azoriana")

Nota: Obrigada mãe pela linda inspiração. Deus te dê Paz eterna.

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Mais sobre mim

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Os escritos são laços que
nos unem na simplicidade
do sonho... São momentos!
Rosa Silva ("Azoriana")
DATA DA CRIAÇÃO
09/04/2004

A curiosidade aliada à
necessidade criou
o 1º artigo e continuou...
DEZ ANOS
2014/04/09

Não há rima para o tempo
Mas o tempo é uma rima
Que serve de passatempo
A quem o tempo estima.


SELO
Azoriana/Açoriana Blog
Azoriana/Açoriana Blog
@ 2004 etc.
VISITAS
Até 2015/03/30 tinha um total de 537.867 visitas.
Doravante estatísticas in SAPO
MEO KANAL
Canal nº 855035 – Azoriana no MEO Kanal


Azoriana no MundoPT

LIVRO editado:

Serreta na intimidade


LIVROS não editados:


2019
2018
2017
Assim de repente
(https://ajb521.s.cld.pt)
Letras cadentes
Letras luminosas
(https://ajb521.s.cld.pt)
Leves escritos
Lírios da escrita
O canto da Ave
Palavras açorianas
Recheio de Rimas
https://pt.scribd.com/document/102287547/Recheio-de-rimas
Sentir de ilhoa
Serreta documentário
Serreta em rimas
Sopro de vida
Todo o amor que me lavra

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